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SÃO PAULO – A decisão do governo de manter a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), anunciada na última segunda-feira (30), foi comemorada pelo setor varejista. Segundo o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), a continuidade da ação impulsionará a economia do País frente ao atual momento econômico.
Opinião semelhante tem a Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). A entidade destaca que a medida mostrou resultados bastante positivos no primeiro semestre, sendo que o IPV (Índice de Preços no Varejo), calculado pela Federação, revelou que ocorreu uma queda real nos preços dos produtos com desoneração, demonstrando, dessa forma, o peso que os impostos exercem sobre o poder de compra do trabalhador.
“A diminuição de um único imposto pode reativar toda uma atividade econômica, evitando que a crise se reflita de forma muito intensa na economia, preservando o emprego”, disse o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman.
Reforma tributária
A Associação Comercial do Rio de Janeiro, entretanto, acredita que o ideal seria que o governo promovesse uma reforma tributária. “É claro que o ideal seria uma reforma tributária mais ampla, mais profunda”, disse, conforme publicado pela Agência Brasil, o diretor da Associação, Aldo Gonçalves.
Apesar disso, ele avalia a medida como benéfica para a economia neste momento de crise financeira. “Na medida em que se reduzem os impostos, as lojas podem vender mais barato, aumenta o consumo. E aumentando o consumo, aumenta a produção, quer dizer, reduz o desemprego. O efeito cascata disso é muito benéfico, na medida em que gera mais consumo, mais produção, mais emprego.”
De modo geral, o comércio espera maior crescimento do setor com as medidas anunciadas pelo governo. Segundo o economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio), Fábio Bentes, o setor esperava crescer 4% em 2009, em relação ao ano passado. Depois do anúncio, contudo, o percentual foi revisto para 4,3%.
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“Ainda estamos longe de retomar o ritmo de crescimento do ano passado, mas, com as medidas adotadas anteriormente, já prevíamos crescimento de 4%. Com as novas medidas, aumentamos essa perspectiva mais um pouquinho, para 4,3%. E como as medidas de isenção do IPI vão continuar em vigor, esperamos um impacto no comércio de 0,5% até o final do ano”, disse.