Publicidade
SÃO PAULO – A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira (12) que o governo federal estuda um novo programa para a área de habitação.
Ela não deu detalhes sobre o projeto, mas adiantou que as medidas vão beneficiar os trabalhadores que possuem renda de até cinco salários mínimos.
Outro programa novo que o governo estuda refere-se à mobilidade urbana nas cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo, em 2014.
Consumo reflete em manutenção do emprego
A ministra participou do encontro nacional dos prefeitos eleitos pelo PT (Partido dos Trabalhadores) nas eleições de outubro e, no evento, também comentou as medidas anunciadas na última quinta (11) pela área econômica do governo.
O objetivo, segundo Dilma Rousseff, é aumentar o consumo da população brasileira, para que as empresas não tenham de demitir trabalhadores. “O que liga o cidadão, a empresa privada e o governo, todos nós, é a manutenção do emprego”, declarou, segundo a Agência Brasil.
Ontem, o governo anunciou a criação de mais duas alíquotas na tabela do Imposto de Renda para pessoas físicas: uma de 7,5% e outra de 22,5%. “Acredito que as pessoas já podem fazer seu cálculo e ter expectativas de um aumento líquido de renda”, destacou.
Continua depois da publicidade
Atualmente, só existem duas alíquotas: uma de 15% e outra de 27,5%, com direitos a descontos no cálculo final, além da faixa de isenção.
Auxílio para setor automobilístico
Outra mudança anunciada nesta quinta trata da arrecadação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) cobrados da indústria automobilística, a qual entra em vigor desde esta sexta-feira (12) até o dia 31 de março de 2009.
Primeiramente, carros de até 1.000 cilindradas (1.0), que pagavam alíquota de 7% de IPI, estarão isentos do tributo durante esse período. Acima desse volume de deslocamento do motor, continuarão recolhendo o IPI, mas em bases menores.
Continua depois da publicidade
Para os automóveis de 1.001 até 2.000 cilindradas, a taxa cai de 13% para 6,5% (a gasolina) e de 11% para 5,5% (a álcool e flex). Já para aqueles acima de 2.000 cilindradas ficam mantidas as alíquotas de 25% (gasolina) e de 18% (álcool e flex).
IOF
Além disso, também foi anunciada a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para pessoas físicas de 3% ao ano mais 0,38% para 1,5% ao ano mais 0,38%, em operaçõs como aquisição de bens de consumo e cheque especial.