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SÃO PAULO – O programa do governo para estimular a troca de geladeiras antigas que emitem gás CFC (clorofluorcarbono) por outras novas, menos poluentes e mais econômicas, pode ter aparelhos em torno de R$ 500.
A informação foi dada, nesta quarta-feira (22), pelo ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, após reunião com o presidente Lula. “Estamos estudando para reduzir ao máximo o valor da geladeira, torná-la absolutamente acessível ao bolso da parcela mais pobre do povo brasileiro”, disse, conforme publicado pela Agência Brasil.
Para assegurar um preço baixo para as geladeiras, os fabricantes terão redução de impostos e será fabricado um modelo específico para atender ao programa.
Como funcionará?
Ainda segundo Lobão, o programa pode ser lançado dentre duas semanas ou, em três meses, quando termina a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para alguns produtos de linha branca.
Para a realização do programa, cujo objetivo é trocar 10 milhões de geladeiras que tenham, em média, 10 anos de uso, estima-se que o governo gaste cerca de R$ 100 milhões por ano com a logística do programa, como o recolhimento dos aparelhos.
No primeiro ano do programa, a previsão é que sejam trocadas 1 milhão de geladeiras, e no segundo ano, 2 milhões, sendo que a quantidade deve aumentar até atingir a meta. O ministro explicou também que os aparelhos serão recolhidos por revendedores e vendidas a uma empresa especializada, que vai recolher o gás poluente.
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Após o procedimento, o gás será vendido a uma usina e a geladeira para empresas que trabalham no ramo de aço.