Produção industrial e varejo no Brasil, “payroll” nos EUA: o que acompanhar na semana

Tudo o que o investidor precisa saber antes de operar na semana

Mitchel Diniz

(Yozayo/Getty Images)
(Yozayo/Getty Images)

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Na primeira semana de outubro, os mercados prometem repercutir os resultados das urnas deste domingo e também uma série de indicadores econômicos. Destaque para dados de atividade aqui no Brasil e do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

O ponto alto da semana é o payroll, a ser divulgado na próxima sexta-feira (7). A média da projeção dos economistas consultados pela Refinitiv aponta para a criação de 250 mil vagas de trabalho em setembro, com uma leve desaceleração em relação a agosto.

Para a taxa de desemprego no país, a expectativa é que se mantenha estável em 3,7%. O consenso também aponta para uma alta mensal média de 0,3% dos salários e de 5,1% na comparação anual.

Os dados do mercado de trabalho têm pautado as decisões do Federal Reserve em relação aos juros. O BC americano vê o segmento aquecido, sustentando a inflação em níveis historicamente altos.

“Está claro que os números de emprego e a evolução dos salários são as métricas de atividade que o Fed está de olho. Portanto, os dados de sexta-feira serão importantes para a precificação dos movimentos futuros da política monetária americana”, escreveram os analistas do Bradesco.

A próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc, na sigla em inglês) só vai acontecer no começo de novembro e até lá são esperados novos dados de inflação e emprego.

Antes do payroll, tem outros dados do mercado de trabalho. Na terça-feira (4) sai o relatório JOLTS, de oferta de empregos referente a agosto. Na quarta (5), a pesquisa ADP, e o consenso Refinitiv aponta para de criação de 200 mil vagas no setor privado em setembro.

Dados de atividade econômica no Brasil

Na agenda brasileira, o primeiro destaque é a produção industrial do mês de agosto, a ser divulgada na quarta-feira (5). O Itaú prevê uma retração de 1% em relação a julho e alta de 2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Nos cálculos do banco, tanto a parte de manufatura quanto de mineração e extrativismo devem recuar, puxando o índice para baixo.

Na sexta-feira (7) é a vez do indicador de vendas no varejo. O Itaú projeta um recuo de 0,2% tanto no núcleo quanto no índice mais amplo, na comparação com julho.

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“Vale notar que ajustes sazonais nas vendas do varejo estão mostrando alta volatilidade (sobretudo no índice mais amplo), por isso é importante observar mais de perto as estimativas de comparação anual”, diz o relatório do Itaú. Comparando com agosto do ano passado, o banco prevê avanço de 1,3% no núcleo  queda de 0,8% no índice mais amplo.

“Os analistas irão esmiuçar esses dados a fim de capturar possíveis impactos do aumento do Auxílio Brasil sobre o varejo”, diz análise do Bradesco.

Antes dos indicadores de atividade econômica de agosto, a balança comercial de setembro será divulgada na segunda-feira. O Itaú projetado superávit de US$ 4,5 bilhões, levemente acima dos US$ 4,4 bilhões registrados um ano antes. “As exportações devem acelerar (3,5% em relação a agosto) , enquanto as importações devem sofrer uma desaceleração (de 0,3%)”, diz a análise do banco. No acumulado de 12 meses, o superávit da balança comercial deve alcançar US$ 52.9 bilhões. 00

Mitchel Diniz

Repórter de Mercados