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SÃO PAULO – Após um 2012 para ser esquecido, o Banco Espírito Santo revisou as recomendações para as empresas de construção civil. Os analistas Eduardo Silveira e Frederico Mendes mantiveram a cautela com o setor, acreditando que a virada para as companhias devem demorar mais do que o esperado, dado os problemas de alavancagem e a continuidade dos problemas de execução.
Por outro lado, apontam os analistas, há boas oportunidades para certas ações do setor, dado o seu valuation bastante atrativo. Para performarem melhor, no entanto, as companhias precisam desalavancar seus balanços, aumentar o número de entregas de seus projetos de 2013/2014 e gerar um fluxo de caixa positivo.
Mesmo sabendo que ainda existem oportunidades, eles preferem adotar ainda o discurso de cautela, prinicpalmente porque mesmo que os valuations de algumas companhias estejam atrativos, ainda há espaço para a queda de alguns nomes do setor. “Nós ainda esperamos um primeiro semestre bastante duro com o aumento da entrega de projetos concomitantemente com a redução da alavancagem”, avaliam os analistas. Confira abaixo os destaques do setor:
Cyrela deve sair na frente
De acordo com Silveira e Mendes, a Cyrela (CYRE3) será a primeira das companhias a apresentar a tão esperada virada nos resultados, o que os levam a apontá-la como a preferida do setor, com recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 21,00.
A expectativa de recuperação no retorno sobre o patrimônio líquido, uma menor alavancagem em relação aos seus pares e o seu corpo executivo bastante experiente guiam a recomendação positiva para a Cyrela. De acordo com eles, será necessário cerca de 8 trimestres para que a companhia complete o seu ciclo de reajuste.
Por outro lado, Brookfield (BISA3), Gafisa (GFSA3), PDG Realty (PDGR3), Rossi Residencial (RSID3) e Tecnisa (TCSA3), devem demorar pelo menos outros 4 a 6 trimestres a mais para se levantarem, levando em conta o cenário mais otimista.
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Brookfield e Rossi: recomendação elevada
Entre as revisões de recomendação, está a elevação dos papéis da Brookfield para compra, em meio ao desconto em relação aos seus pares. Já a Rossi Residencial teve sua recomendação elevada para neutra, baseada no seu valuation atrativo e na menor alavancagem da companhia.
Por outro lado, os analistas seguem com recomendação de venda para PDG Realty, com um preço justo de R$ 2,00, avaliando que a visibilidade dos ganhos continua baixa e a expectativa ainda é de perdas para o papel, com basixas margens e problemas de execução.
Os analistas revisaram ainda a sua recomendação para a MRV (MRVE3), com preço-alvo de R$ 9,30, Tecnisa, com target de R$ 9,50, e Gafisa, com preço-alvo de R$ 4,00, mas com recomendação neutra para os ativos.
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Confira a recomendação do BES para o setor de construção:
| Empresa |
Recomendação anterior |
Recomendação atual |
Preço-alvo anterior | Preço-alvo atual | Upside** |
| Brookfield | Neutra | Compra | 4,00 | 3,00 | +37% |
| Cyrela | Compra | Compra | 20,00 | 21,00 | +18,9% |
| Gafisa | Neutra | Neutra | 4,50 | 4,00 | 0% |
| MRV | Neutra | Neutra | 12,00 | 9,30 | +8,1% |
| PDG | Venda | Venda | 2,50 | 2,00 | -12,7% |
| Rossi | Venda | Neutra | 5,00 | 3,50 | +3,6% |
| Tecnisa | Neutra | Neutra | 11,00 | 9,50 | +5,7% |
| *em R$ **em relação ao fechamento de terça-feira (30) |
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