Pro Teste notifica órgãos para apurar e punir aumento das tarifas bancárias

Para a entidade, o consumidor está sendo prejudicado com aumentos de até 200% para serviços básicos

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SÃO PAULO – A Pro Teste está notificando o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o Ministério da Fazenda, o Banco Central e o DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), do Ministério da Justiça, para apurar e punir possíveis abusos no aumento das tarifas bancárias.

A entidade já havia pedido ao Banco Central que antecipasse a adoção das novas regras para as tarifas, com receio de que houvesse um tarifaço antes da padronização da nomenclatura de serviços cobrados.

Essa padronização seria para ajudar os consumidores a entenderem os serviços cobrados pelos bancos, o que facilitaria a comparação entre as diversas instituições. Porém, acabou prejudicando as pessoas, já que os bancos aumentaram os custos* do serviço básico, com alta de até 200%.

Bancos

A Pro Teste cita como exemplo o Citibank, que passará a cobrar R$ 44 pelo serviço básico, sendo que, anteriormente, o preço era de R$ 17, ou seja, o correntista desse banco terá um aumento de 159%.

Já quem pagava R$ 9 de tarifa no banco Real, passará a desembolsar R$ 27, uma alta de 200%. Os correntistas do Banco Safra, que tinham um gasto de R$ 10 para serviços básicos, 20 folhas de cheques, operações de DOC e TED sem limites, passaram a pagar R$ 28 para ter direito a menos serviços.

As menores tarifas a serem cobradas são as do Mercantil Brasil (R$ 9) e Caixa Econômica Federal (R$ 15). Já as taxas do Citibank são as mais caras.

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Pacote Básico

O Pacote básico dá direito ao correntista de realizar oito saques, quatro extratos mensais, um estrato do mês anterior e quatro transferências entre contas da mesma instituição, além de cobrir a confecção e cadastro para abertura da conta.

O serviço de transferência de dinheiro, feito pela internet, entre contas do mesmo banco já era gratuito. Porém, muitos bancos passaram a cobrar para fazer o cadastro de novos clientes. Para essa operação, o Itaú, que cobrava R$ 15, passará a cobrar R$ 150. Já o Unibanco, que fazia o serviço gratuitamente, passará a cobrar R$ 120.

No dia 6 de dezembro do ano passado, o governo anunciou que os bancos deveriam padronizar os nomes das tarifas e definir os valores que não poderiam ser reajustados por seis meses. As tarifas serão reajustadas no dia 30 de abril, quando entra em vigor a regulamentação do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central sobre essas cobranças.

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* Os custos e valores de tarifas estão de acordo com material divulgado pelo Pro Teste