Presidente da Bolívia declara emergência após mais de 50 dias de protestos

Paz explicou que a medida visa garantir o abastecimento de combustível, que está comprometido devido aos bloqueios de estradas

Estadão Conteúdo

Uma mulher caminha enquanto policiais se preparam para sair e desbloquear a rodovia La Paz-Oruro, na cidade de El Alto, após o presidente boliviano Rodrigo Paz declarar estado de emergência em todo o país, na sequência de semanas de violência e bloqueios, na Bolívia, em 20 de junho de 2026. REUTERS/Claudia Morales
Uma mulher caminha enquanto policiais se preparam para sair e desbloquear a rodovia La Paz-Oruro, na cidade de El Alto, após o presidente boliviano Rodrigo Paz declarar estado de emergência em todo o país, na sequência de semanas de violência e bloqueios, na Bolívia, em 20 de junho de 2026. REUTERS/Claudia Morales

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O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência em todo o país na madrugada deste sábado, 20, para desobstruir as rodovias bloqueadas, após mais de 50 dias de protestos contra ele.

“Este não é um estado de emergência para restringir a vida das pessoas. É um estado de emergência para restaurar a liberdade das pessoas” disse em um pronunciamento televisionado à nação.

Paz explicou que a medida visa garantir o abastecimento de combustível, que está comprometido devido aos bloqueios de estradas que deixaram caminhões-tanque parados. Há também escassez de oxigênio medicinal e alimentos.

O decreto proíbe “bloquear ruas, avenidas, estradas e rodovias que afetem o tráfego e o abastecimento” e ordena que as Forças Armadas apoiem temporariamente a polícia “para restabelecer a ordem, desobstruir as estradas e proteger a população”.

Segundo a Autoridade Rodoviária Boliviana, há atualmente mais de 40 bloqueios de estradas. A capital, La Paz, e a cidade vizinha de El Alto são as mais afetadas pelos bloqueios, deixando as cidades sem alimentos e combustível e causando pelo menos 17 mortes. A maioria dos óbitos foi devido à falta de atendimento médico causada pelos bloqueios, segundo a Defensoria Pública e organizações de direitos humanos.

O estado de emergência pode durar até 90 dias, mas pode ser suspenso antes “se cessarem os bloqueios, a violência e as ameaças contra a população”, explicou o governo em comunicado. O estado de emergência não limita o direito ao devido processo legal ou às garantias constitucionais e permite que a população continue suas atividades diárias.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast