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SÃO PAULO – Pesquisa divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostrou que o comportamento dos preços nos últimos trimestres já voltou ao identificado no ano de 2007, quando o mercado interno registrava estabilidade e não sofria pressões internacionais.
No primeiro trimestre deste ano, dos 594 itens analisados pelo Dieese, 51,6% se mantiveram estáveis, proporção que passou para 57,9% no terceiro trimestre. Já no mesmo período de 2007, os preços que se mantiveram estáveis passaram de uma representatividade de 56,2% para 57,2%.
Para analisar a variação dos preços, o Dieese considerou as seguintes hipóteses: quando o preço sobe acima de 1%, considera-se inflação, e, quando cai acima de 1%, é deflação. Variações de mais ou menos 1% são consideradas estabilidade.
O ano da crise
No ano passado, o que se percebeu foi uma queda na quantidade de preços estáveis, passando de 55,8% no primeiro trimestre para 54,3% no terceiro, o que foi provocado pela alta no preço das commodities. No quarto trimestre, por sua vez, a quantidade de preços estáveis subiu para 58,1%.
“Esta análise indica que os impactos nos preços do mercado interno sofreram mais com as altas das commodities do que com a crise financeira mundial. Desta maneira, as decisões tanto de rever as metas de inflação para baixo, como interromper a redução das taxas básicas de juro, deveriam ser reavaliadas pelo Banco Central”, relata o Dieese.