Preços dos próximos pedágios poderão ser menores, avalia professor

Para Joaquim Aragão, os valores definidos pelas empresas que venceram o último leilão podem refletir nas próximas licitações

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – De acordo com o professor da UnB (Universidade de Brasília), Joaquim Aragão, os valores dos pedágios definidos pelas empresas que venceram o leilão de concessão de sete lotes de rodovias federais podem refletir nas próximas licitações, puxando os preços para baixo.

“Se verificarmos que esses preços são realmente factíveis, é possível que as próximas concessões sigam a tendência”, afirmou Aragão, segundo veiculou a Agência Brasil.

Estabilidade do país

Para o professor, foi possível alcançar preços menores no leilão, devido à estabilidade do país hoje, que, segundo ele, é diferente do período entre 1994 e 1996, quando houve o primeiro processo de concessão que abrangeu quatro lotes de rodovias federais.

“A situação econômica estava bem mais precária do que agora, por que o país estava tentando sair da instabilidade macroeconômica. Digamos que o governo não tinha condições de exigir melhores propostas”, argumenta.

Cobranças

De acordo com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), as tarifas definidas no leilão dos sete lotes de estradas federais serão cobradas a cada pedágio a ser instalado nas estradas. Além disso, os preços deverão ser corrigidos anualmente, com base no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Vale lembrar que a tarifa será cobrada a cada pedágio previsto nos editais, que têm quantidades distintas em cada estrada. Para os 2.600 quilômetros, são 36 pedágios previstos, média de um pedágio a cada trecho de 72 quilômetros.

A menor tarifa obtida no leilão, por exemplo – de R$ 0,997 para a Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte – representaria hoje um gasto de R$ 7,90 para quem percorresse todo o trajeto de 562 quilômetros, pois o edital permite a instalação de 8 pedágios.

Já o valor bruto mais elevado seria pago por quem percorresse os 320 quilômetros da BR-101, do Rio de Janeiro ao Espírito Santos, que prevê cinco pedágios a R$ 2,25, que somam R$ 11,25 no trajeto completo.

Deságio não será repassado

Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deságio (diferença entre o valor do pedágio estabelecido pelo governo e o oferecido pelas empresas privadas que ganharam a concessão das rodovias federais) não será repassado para o motorista.

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Os deságios variaram entre 27% e 65%. Para o presidente, “as empresas apresentaram pedágio mais barato que o definido porque confiam no governo e estavam dispostas a ganhar os trechos”.

Ainda de acordo com Lula, o leilão de concessão de rodovias federais à iniciativa privada foi uma atitude acertada e arrojada do governo e que “muda a história dos leilões no Brasil”.

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