Preços dos convênios médicos deveriam ser controlados, diz Fenasaúde

A entidade defendeu a criação de planos adequados às classes C e D. Pro Teste citou propostas para melhora do sistema

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SÃO PAULO – O sistema de saúde suplementar deveria contar com maior rigor no controle de preços cobrados dos consumidores, assim como seria interessante a criação de convênios adequados às classes C e D. A afirmação foi feita na última quarta-feira (19) por Solange Mendes, representante da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), durante realização da primeira de uma série de audiências públicas sobre o tema no Senado.

O presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Fausto Pereira dos Santos, reconheceu, em entrevista à Agência Senado, que os planos de saúde “representam uma parcela importante” no orçamento das famílias. Dessa maneira, sugeriu que o governo faça gestões com as empresas operadoras, no sentido de baratear os custos, o que, observou, puxaria para baixo os preços dos planos. O preço médio no ano passado, conforme a própria ANS, era de cerca de R$ 100.

Propostas

Falando pelos consumidores, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) defendeu maior liberdade de escolha, por parte dos pacientes, de médicos e de hospitais. Além disso, lançou propostas para aperfeiçoar a legislação na área:

Comercial x social

Pedro Pablo Chacel, representando a Associação Médica Brasileira, foi claro durante a audiência: os planos de saúde privados não passam de relação comercial, ao contrário do que representa o Sistema Único de Saúde (SUS), cujo caráter é social.

Por isso, defendeu o fortalecimento do SUS. Concordou que os planos de saúde “são caros”, em especial para as pessoas mais idosas. Mas observou que, apesar disso tudo, a saúde suplementar é necessária, uma vez que atende a cerca de 20% da população.

Na avaliação da Pro Teste, o direito à saúde é constitucionalmente assegurado como fundamental e dever do Estado, portanto, serviço público essencial, facultado à iniciativa privada; o que equivale dizer: não se trata de atividade meramente comercial, em busca de lucro.