Preços dos alimentos e da educação sobem menos em março, mostra IPCA-15

As variações foram de 0,40% e 0,16%, respectivamente, sobre o levantamento anterior. No trimestre, inflação é de 1,58%

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SÃO PAULO – Brasileiros sentem, em março, uma desaceleração no encarecimento de alimentos e itens de educação. Segundo a prévia da inflação oficial para o mês, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), as variações foram de 0,40% e 0,16%, respectivamente, sobre o levantamento anterior.

Dessa forma, o índice geral ficou em 0,23%, ante 0,64% de fevereiro. No acumulado dos três primeiros meses do ano, o índice ficou em 1,58%.

Variações

Segundo explicaram técnicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no documento de divulgação do estudo, em fevereiro, refletindo a típica aplicação dos reajustes de início do ano letivo, a alta da educação havia atingido 3,61% – a mais significativa do mês.

Os alimentos, por sua vez, que tiveram variação de 1,13% no segundo mês do ano. Os feijões, que contribuíam para a alta do grupo, apresentaram queda de 1,31% em março, ao passo que em fevereiro haviam aumentado 10,46%.

Para se ter uma idéia, o quilo do feijão carioca chegou a ficar 4,57% mais barato em março, enquanto seus preços haviam subido 8,22% em fevereiro. As carnes caíram mais ainda de um mês para o outro: de -0,99% para -1,08%. O mesmo ocorreu com o frango: de -0,42% para -1,34%.

A pesquisa

Para cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 15 de fevereiro a 14 de março e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 14 de fevereiro.

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O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está apenas no período de coleta dos preços.