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SÃO PAULO – O aumento dos custos, especialmente do aço, podem elevar os preços das motos nos próximos meses, informa o presidente da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motos), Paulo Takeuchi.
Segundo ele, o câmbio está favorecendo as empresas com baixo nível de nacionalização, mas quem tem um alto percentual de peças nacionais, como Honda e Yamaha, o câmbio não influencia. “Já estamos no limite dos custos e, se realmente o aço subir mais de 20%, como está sendo anunciado, teremos aumento de preços”.
Balanço
Apesar da queda de 17,3% nas vendas entre junho e julho, devido à baixa produção por conta das férias coletivas dos funcionários (julho é mês de manutenção de máquinas), no balanço dos sete primeiros meses do ano, os dados são positivos, com crescimento de 28,7% no setor.
No que diz respeito às exportações houve queda de 23,7% em julho deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2007. A previsão é que as exportações continuem caindo, fechando o ano com redução de 21%.
Líderes
As motos de até 150 cc são as campeãs de vendas (87,2%), o que sinaliza que o brasileiro compra moto para trabalhar e para usar no dia-a-dia e não para esporte ou lazer.
Entre as empresas associadas à Abraciclo, a Honda é a líder do setor com 76,8% do mercado, seguida por Yamaha, 14,1%, Dafra e Sundown, com 4,3% e 4,1%, respectivamente.