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SÃO PAULO – No ano passado, o preço médio do livro vendido no Brasil apresentou recuo de 4,42%, mantendo a tendência de queda observada desde 2004. Em 2009, o valor médio era de R$ 10,76 e, em 2010, passou para R$ 10,29.
“É gratificante observar que o preço do livro no Brasil vem mantendo uma tendência de queda. Isso estimula o crescimento do número de leitores e desenha um futuro com mais educação, cultura e efetivo desenvolvimento”, avalia a presidente da CBL (Câmara Brasileira do Livro), Karine Pansa. Veja na tabela abaixo a variação dos preços médios de acordo com o tipo de venda realizado (excluindo os produtos adquiridos pelo Governo):
| Tipo de venda | Preço médio (R$) – 2009 | Preço médio (R$) – 2010 | Variação |
|---|---|---|---|
| Religiosos | 6,36 | 6,70 | 5,23% |
| CTP | 28,85 | 28,64 | -0,72% |
| Obras Gerais | 10,57 | 10,07 | -4,74% |
| Didáticos | 21,14 | 18,92 | -10,53% |
| Entidades sociais | – | 0,77 | – |
| Total do mercado | 13,61 | 12,94 | -4,91% |
| Fonte: Fipe/USP | |||
Os dados fazem parte da pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, realizada anualmente pela Fipe/USP (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo), sob encomenda da CBL e do SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros).
Oferta diversificada
O brasileiro, em 2010, comprou mais livros do que um ano antes. Isso favoreceu um crescimento de 8,12% no faturamento do setor editorial no ano passado, que ficou na casa dos R$ 4,5 bilhões, acompanhado por um crescimento de 13,12% no número de exemplares vendidos.
Eles passaram de 387.149.234, em 2009, para 437.945.286, em 2010. Além disso, foram publicados 54.754 títulos, o que representa um aumento de 24,97% no mesmo período analisado, sendo 18.712 títulos novos. Isso demonstra que o editor tem apostado no aumento da diversidade da oferta.
Outros dados mostram que o canal de comercialização que mais cresceu em vendas foi o porta a porta / catálogo: passou de 16,65% para 21,66% do mercado, em número de exemplares. Porém, em termos de faturamento, as livrarias se mantêm no topo, com 62,70% do mercado.
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Euforia contida
O resultado do estudo revelou que os números são dignos de comemoração pelo setor, porém, não causam euforia. Isso porque o crescimento real em faturamento ficou na ordem de 2,63%, quando considerada a variação de 5,35% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) Livro em 2010.
Se retiradas as compras feitas pelo governo e entidades sociais, o crescimento apurado foi de 2,99%, ficando abaixo da variação do índice medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Nova metodologia
Com uma novidade na metodologia, neste ano, a pesquisa conseguiu verificar que o mercado do setor editorial, em 2009, era maior do que o imaginado: de R$ 4,2 bilhões e não R$ 3,3 bilhões, como aferido na última edição do trabalho.
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Ainda foi possível averifuar que, das 498 editoras ativas, segundo o critério da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), a maioria delas – 231 – é formada por empresas com faturamento de até R$ 1 milhão.
Os dados foram coletados com a realização do Censo do Livro (entre novembro de 2010 e abril de 2011), porque em todo o processo de inferência estatística é recomendado que seja atualizado o universo da própria pesquisa.