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SÃO PAULO – De acordo com o vice-presidente da Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), Odnir Finotti, estes medicamentos conquistaram a sociedade brasileira por aliarem preço e qualidade.
Para se ter uma idéia, o volume de unidades comercializadas em 2007 aumentou 20,1% na comparação com o ano anterior, segundo dados do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico.
No ano passado, foram vendidas 233 milhões de unidades de medicamentos genéricos no Brasil, contra 194 milhões de unidades em 2006.
US$ 1,522 bilhão em 2007
Em volume financeiro, as vendas de genéricos movimentaram US$ 1,522 bilhão em 2007, o que representa 44,3% a mais do que o montante registrado em 2006, quando as comercializações somaram US$ 1,054 bilhão.
Considerando a participação de mercado, verifica-se que os genéricos fecharam 2007 com 15,8% de market share (em unidades), contra 14,2% um ano antes. Pelo critério valor, estes medicamentos ficaram com 12,9% do total.
“O bom desempenho dos genéricos no ano passado indica que o setor vem cumprindo a meta estabelecida em 2005 pelos fabricantes associados à IMS Health, que previa deter 20% do mercado brasileiro de medicamentos em 2009”, afirma Finotti.
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O vice-presidente da Pró-Genéricos também acredita que a experiência dos genéricos em outros países, sobretudo nos EUA e na Europa, demonstra que a categoria tem fôlego para crescer no Brasil.
Economia
De acordo com a Associação, dos 100 medicamentos mais prescritos no Brasil atualmente, 39 são genéricos. E desde que foram lançados, em 2001, estes medicamentos geraram economia de R$ 7,5 bilhões aos consumidores.
Apenas em 2007, a economia gerada pela categoria de medicamentos foi de R$ 2,1 bilhões. Para chegar a esse número, a Pró Genéricos considerou que estes medicamentos são obrigados por lei a custar, no mínimo, 35% a menos do que os de referência.
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“Na prática, a economia gerada pelos genéricos é ainda maior. Estudos produzidos por nossos associados indicam que estes medicamentos custam hoje, em média, 50% menos do que os de referência”, finaliza o vice-presidente da entidade.