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SÃO PAULO – Na hora de decidir se compra ou não produtos por meio da internet, o preço é o fator que mais pesa na decisão do consumidor.
A conclusão consta de uma pesquisa da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) da USP (Universidade de São Paulo), realizada pelo mestrando, publicitário e professor de marketing, Renato Cortopassi Pelissaro.
Segundo o estudo, cujo objetivo era analisar o comportamento e identificar os principais elementos que motivam ou inibem a compra na rede, o preço foi fator predominante para 31,9% dos entrevistados.
Outros motivos
Além do valor dos produtos, a facilidade de acesso é quesito importante na decisão pela compra ou não em lojas virtuais, com 22,5% das indicações. Em seguida, vieram as informações sobre o produto (14,3%), segurança (12,6%), socialização e afetividade (11,5%) e conveniência (7,3%).
Para Pelissaro, o percentual verificado no fator segurança, que ficou como a quarta prioridade na escolha do meio de compra, foi uma surpresa. Por outro lado, diz ele, apesar da diminuição do peso do item na escolha, a sensação de insegurança em uma compra pela web continua alta.
“Em pesquisas anteriores, esse quesito tinha um peso muito maior. Hoje, as pessoas aceitam abrir mão de parte da sensação de segurança para priorizar outros quesitos, como preço, facilidade de acesso e informações sobre o produto (…) O fato de não pesar tanto na decisão do meio de compra não faz da internet, na visão dos usuários, um meio seguro para as compras. Os dados mostram que os consumidores ainda acham muito mais seguro comprar nas lojas físicas”.
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Físicas e virtuais
Ainda de acordo com o levantamento, em comparação com as lojas físcias convencionais, a facilidade de acesso e a conveniência são amplamente favoráveis à internet.
A capacidade de encontrar preços mais baixos e a disponibilidade de informações sobre o produto também apresentam favorecimento ao meio digital, mas com menor intensidade. Em contrapartida, nos itens socialização e afetividade e segurança, a vantagem na decisão de compra é para as lojas físicas.
“Fazendo um balanço entre todos os quesitos avaliados, há um leve favorecimento para as compras pela internet. Lembrando que estamos falando de um público em que todos são usuários de internet”, explica Pelissaro.
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O estudo ouviu 238 pessoas, todas usuárias de internet.