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SÃO PAULO – O preço é o fator que vai determinar a adoção dos dispositivos chamados smartbooks. O equipamento une as funcionalidades básicas de um netbook, inclusive a conectividade Wi-Fi e bateria que dura o dia inteiro, à mobilidade de um smartphone – o que inclui conexão usando banda larga móvel (3G).
Para a consultoria ABI Research, a categoria só alcançará a adoção ideal se oferecer modelos “de entrada” com preços em torno de US$ 200 ou menos – para que seja competitivo frente aos netbooks e smartphones mais avançados.
Segundo a entidade, os smartbooks são voltados ao mesmo público potencial dos netbooks – mesmo uso, mesmos consumidores, preços e mercado, com a diferença de que não usam processadores x86.
Usando essa definição, a ABI estima que sejam vendidos até 2015 cerca de 163 milhões de smartbooks – um crescimento significativo desde que o primeiro modelo surgiu, em 2008.
Fabricantes
A Qualcomm e a Freescale têm sido as maiores promotoras do conceito smartbook. Outras fabricantes de chips, como a NVIDIA também produzem processadores voltados a esse mercado. A primeira onda de produtos surge a partir de nomes como Lenovo e Sharp (até o iPad, da Apple, é tecnicamente um smartbook).
“As definições técnicas não interessam muito aos consumidores. O conceito de um smartbook não incentiva ninguém a comprar tal dispositivo. As fabricantes deveriam evitar a criação de uma nova categoria de produto com um novo nome e, sim, aceitar que eles estão competindo em uma categoria já existente”, disse o analista sênior da ABI, Jeff Orr.
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“Os consumidores ouvem falar de netbooks como uma alternativa aos laptops e de smartphones como alternativa aos celulares e eles entendem isso”, completou Orr.