Preço dos alimentos cai e alivia pressão sobre poder de compra dos brasileiros

IPCA registra variação de -0,18% para grupo dos alimentos; em 7 das 11 cidades medidas pelo índice houve queda dos preços

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SÃO PAULO – A pressão sobre o poder de compra do brasileiro diminuiu em agosto, e os principais responsáveis por isso são os alimentos. A redução na variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) teve o peso de uma diminuição do preço de produtos da categoria alimentação e bebidas.

No oitavo mês do ano, de acordo com o índice divulgado nesta sexta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a variação do grupo dos alimentos registrou -0,18%, depois de uma alta de 1,05% em julho. No acumulado de janeiro a agosto, o índice dos alimentos ficou em 9,58%, ficando bem acima do apresentado no mesmo período do ano passado (6,73%).

A maioria dos produtos mostrou redução dos preços em agosto, e os destaques são o tomate, cuja variação do índice passou de 10,59% para -36,91%, da batata inglesa (de -6,40% para -6,55%) e do feijão mulatinho (de -2,12% para -6,46%).

Maior redução em Recife

Os alimentos, em agosto, ficaram mais baratos em sete das 11 regiões que compõem o IPCA. Recife foi a capital em que a redução foi maior, registrando -0,83%. Em contrapartida, Belo Horizonte foi a que apresentou a maior variação positiva, com 0,30%. A tabela abaixo mostra os resultados do grupo alimentação e bebidas por capital:

Variação do grupo alimentação e bebidas
Capital Agosto Acumulado
Rio de Janeiro -0,39% 8,46%
Porto Alegre -0,20% 9,75%
Belo Horizonte 0,30% 9,98%
Recife -0,83% 9,03%
São Paulo 0,03% 9,48%
Distrito Federal 0,16% 9,47%
Belém 0,19% 11,04%
Fortaleza -0,75% 8,21%
Salvador -0,76% 10,55%
Curitiba -0,24% 11,12%
Goiânia -0,66% 8,04%
Nacional -0,28% 9,58%

Fonte: IBGE

Alimentação fora de casa

Apesar de mais baratos, fora de casa os alimentos ainda apresentaram aumento de preços em agosto. O grupo alimentação fora do domicílio teve alta de 0,77% no índice, acumulando 8,61% de janeiro a agosto de 2008.

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Das 11 capitais para as quais o IPCA é calculado, em agosto, apenas no Rio de Janeiro a alimentação fora de casa ficou mais barata, variando -0,5%. O destaque é para as refeições principais, que tiveram variação de -0,51%.
Nas outras cidades houve variação positiva, com destaque para São Paulo, onde comer fora de casa ficou 1,26% mais caro. Em seguida vêm Salvador e Curitiba, com variação de 1,20% cada, e Goiânia, com 1,05%.

Serviços

As maiores pressões no IPCA vieram dos serviços. A tarifa de telefone fixo ficou na liderança dos aumentos, de 0,62% em julho para 2,27% em agosto, refletindo o reajuste autorizado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) no final de julho.

Houve alta também nas tarifas de energia elétrica (de 0,93% para 1,03%), e da tarifa de água e esgoto, que subiu de 0,79% em julho para 1,57% em agosto.