Preço do seguro de carro cai no começo do ano; tendência é de mais barateamento

Fenseg não soube precisar de quanto foi essa retração e nem o motivo. Mas apontou que cenário estimula a competitividade

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Apesar de não haver dados precisos sobre a queda média do preço do seguro de carro no começo do ano, a Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg, antiga Fenaseg) afirmou que houve um barateamento das apólices no período. E que essa é uma tendência que deve ficar mais forte com o decorrer do ano.

Conforme o diretor da entidade, Neival Freitas, são três os principais componente do preço da proteção: sinistros (indenização), despesas de comercialização e administrativas (impostos e lucros).

“O comportamento não é homogêneo entre todas as empresas. Mas se houver queda de sinistros em várias e, por isso, barateamento, outras empresas deverão cortar outros custos, como administrativos, para oferecerem produtos melhores e garantirem a competitividade”, adicionou.

Preço

Dados divulgados pela AGF Seguros mostram que, de 2003 para 2006, houve um crescimento anual médio no preço do seguro de carro de 8,52%. O prêmio (valor do seguro) médio passou, nesse intervalo de tempo, de R$ 1.068 para R$ 1.365.

A tendência apontada foi, então, que haveria um barateamento da contratação a partir deste ano, motivada pela redução da sinistralidade. Essa queda, por sua vez, não teria impacto sobre o lucro das seguradoras porque seria compensada por um aumento na frota de veículos protegidos.

Queda nos ganhos

De qualquer maneira, nos primeiros quatro meses do ano, a receita das seguradoras com a venda de apólices para carros foi 3% menor em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Fenseg, foram acumulados R$ 4,243 bilhões entre janeiro e abril de 2007, contra R$ 4,386 bilhões registrados em 2006.

“Esse ritmo é explicado, principalmente, pela modificação no cálculo dos ganhos das empresas”, contou Freitas.

Segundo o diretor, esse tendência é sentida no início do ano, mas vem a se normalizar depois: na comparação de janeiro deste ano com o do ano passado, a queda nos ganhos foi de 19%. Já na análise de abril, houve um crescimento de 8,6%. “Está havendo um processo de normalização”, concluiu.

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