Preço do “prato feito” já registra alta de 17% em um ano

Em novembro, carnes e feijão continuam sendo destaque. O primeiro por continuar em alta, o segundo por apresentar queda

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SÃO PAULO – O preço do prato mais tradicional dos brasileiros, composto por arroz com feijão, filé, salada, batata e ovo fritos, continua registrando alta acima da inflação, calcula o economista da Tendências Consultoria, Jean Barbosa. O aumento nos últimos 12 meses terminados em novembro foi de 17%. No ano, o “prato feito” já registra elevação de 18%. 

Considerando os itens que compõem o prato, no mês passado, frente outubro, foram registradas desde deflação de 6,64% a alta de 10,67%, como mostram os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A maior alta foi verificada nos preços das carnes – vilãs do aumento do preço final do prato feito. Segundo os dados, o item apresentou a maior contribuição individual para o índice do mês, representando 30% da inflação geral, que foi de 0,83%. Segundo Barbosa, os motivos para o aumento das carnes continuam sendo problemas de oferta, ocasionados pelas secas nas regiões pecuárias. 

Já o feijão-carioca, por outro lado, registrou a maior queda. A análise feita por Barbosa no último mês mostrou que o item, ao lado das carnes, era um dos que mais pesavam no aumento do prato feito. Mas, agora, o preço do item entra em uma fase de acomodação. “O feijão subiu muito, mas agora, entraram as novas safras de outras regiões, aumentando a oferta”, afirma.

Segundo o IBGE, ainda que tenha registrado queda no mês passado, o preço do quilo do alimento quase dobrou em relação a dezembro de 2009. No acumulado deste ano, o feijão já acumula alta de 95,85%. As carnes apresentaram aumento de 26,79%. Nos últimos 12 meses, o primeiro item registrou aumento de 93,08% e o segundo, de 26,68%.

Feijão e carne por estado
Considerando as capitais analisadas pelo IBGE, em novembro, frente a outubro, o feijão registrou queda de 11,16% em Belo Horizonte e alta de 7,01% em Recife. Já com relação às carnes, o destaque ficou com o Rio de Janeiro, onde houve alta de 15,79% no mês.

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Fortaleza foi a que registrou a maior alta nos preços do feijão, de 113,71%, em 12 meses terminados em novembro. No Distrito Federal ocorreu a maior alta nos preços das carnes no período, de 34,05%.

No acumulado do ano, o feijão encareceu mais em Fortaleza (135,41%) e as carnes tiveram maior aumento no Distrito Federal (34,68%).

Prato completo
Considerando os demais itens que compõem o prato feito, os dados mostram que houve queda de preço, na avaliação mensal, dos seguintes itens: arroz (-1,22%), tomate (-3,84%) e alface (-3,90%). Já a batata (7,30%) e o ovo (0,68%) ficaram mais caros frente a outubro.

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Variação de preços dos itens do “prato feito”
Item Novembro Acum. ano  Acum. 12 meses 
Arroz -1,22%              0,85%             -0,03%                     
Feijão-carioca -6,64% 95,85% 93,08%
Carnes 10,67% 26,79% 26,68%
Batata-inglesa  7,30% -11,77% -21,34%
Tomate  -3,84% -24,28% -30,86%
Alface -3,90% -12,31% -1,68%
Ovo 0,68% 5,49% 7,51%