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SÃO PAULO – O leite continua sendo um dos itens que mais registram altas. Somente no acumulado entre janeiro e julho deste ano, o produto apresentou incremento médio de 34%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Dependendo da região, o aumento pode ser mais ou menos intenso. No Rio de Janeiro, por exemplo, o preço da bebida no acumulado do ano acumula inflação de 58,73%. Em Fortaleza, por outro lado, o produto ficou 8,06% mais caro, no mesmo período.
Diante das diferenças nos preços, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Regionais, da Câmara dos Deputados, realiza, na tarde desta terça-feira (11), audiência pública para discutir os reajustes do leite para o consumidor.
Assimetrias na cadeia produtiva
Os deputados Vitor Penido (DEM-MG) e Antônio Andrade (PMDB-MG) propuseram o debate. Para Penido, as diferenças nos preços vigoram dentro da cadeia produtiva, desde o produtor primário até a indústria e o comércio.
Outra preocupação é com a queda no consumo do produto. “A preocupação da Comissão de Agricultura hoje é que, se for mantido o preço de R$ 2,80 a R$ 3 para o consumidor, ele acaba deixando de comprar”, afirmou, de acordo com a Agência Câmara.
Ele ressalta que, com a queda no consumo, o setor de pecuária do país pode ser prejudicado, já que o preço tende a cair. Com a queda, afirma, os recursos arrecadados não serão suficientes para cobrir os custos de produção do item.
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Para o debate, foram convidados representantes do setor de pecuária, da indústria, das pequenas e médias empresas, dos supermercados, dos trabalhadores da agricultura, além do presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Arthur Badin, e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.