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SÃO PAULO – A gasolina e o etanol foram os itens que diminuíram o ritmo de alta da inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta quinta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A inflação desacelerou mais uma vez em junho, para 0,15%.
Em junho, somente o etanol ficou 8,84% mais barato. O preço da gasolina também teve forte recuo, de 3,94%. No acumulado do ano, no entanto, o índice mostra forte aumento de 5,95% no preço do litro do derivado de cana-de-açúcar e de 6,15% no valor da gasolina. Em 12 meses, o valor do etanol disparou 29,55% e o da gasolina, 9,01%.
De maneira geral, os combustíveis ficaram 4,25% mais baratos em junho. No acumulado do ano, houve alta de 5,98% e, em 12 meses, de 10,19%. A queda mensal dos combustíveis pressionou o recuo dos preços do grupo Transportes, que registrou deflação de 0,61% no mês passado.
Cidades
Em junho, considerando as localidades analisadas pelo IBGE, os destaques ficaram com Porto Alegre, Goiânia, Curitiba e Salvador, que registraram quedas de 15,61%, 15,50%, 12,07% e 10,62% nos preços do etanol, nesta ordem. Em Salvador e Goiânia, ocorreram as maiores quedas no preço da gasolina, de 6,50% e 5,75%.
No ano, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife registraram os maiores aumentos do derivado de cana-de-açúcar, de 13,52%, 12,43% e 11,99%, na ordem. As maiores elevações nos preços da gasolina ocorreram em Belo Horizonte (13,42%), São Paulo (8,82%) e Rio de Janeiro (8,25%).
Nos últimos 12 meses, a alta do preço do etanol chegou a ser de 45,17% em Goiânia e de 36,30% em São Paulo. Em Goiânia também ocorreu a maior elevação da gasolina, de 22,65%.
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| Inflação dos combustíveis em junho, no ano e nos últimos 12 meses | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Capital | Junho/2010 | Acumulado do ano | 12 meses | ||||||
| Comb. | Gasolina | Etanol | Comb. | Gasolina | Etanol | Comb. | Gasolina | Etanol | |
| Rio de Janeiro | -3,83% | -3,24% | -9,74% | 8,64% | 8,25% | 13,52% | 10,80% |
9,47% |
24,64% |
| Porto Alegre | -6,14% | -5,63% | -2,98% | 4,88% |
4,89% |
4,82% | 7,93% | 7,23% | 25,07% |
| Belo Horizonte | -2,85% | -2,98% | -7,62% | 12,31% | 13,42% | 12,43% | 14,72% |
15,88% |
23,55% |
| Recife | -2,95% | -2,88% | -3,39% | 2,32% | 0,92% | 11,99% | 3,26% | 1,33% | 17,19% |
| São Paulo | -3,54% | -3,20% | -6,24% | 7,76% | 8,82% | 3,56% | 12,46% | 10,64% | 36,30% |
| Distrito Federal | -2,98% | -2,56% | -10,22% | -0,34% | -0,37% | -2,21% | 3,85% | 3,70% | 6,65% |
| Belém | -2,45% | -2,15% | -5,83% | 2,13% | 1,64% | 8,25% | 1,62% | 0,80% | 12,47% |
| Fortaleza | -2,76% | -2,92% | -7,23% | 2,06% | 1,89% | 9,82% | 1,61% | 1,22% | 11,94% |
| Salvador | -6,61% | -6,50% | -10,62% | -5,91% | -6,04% | -0,37% | -4,91% | -5,16% | 5,64% |
| Curitiba | -5,99% | -5,43% | -12,07% | 3,99% | 4,06% | 3,60% | 10,65% | 9,16% | 31,25% |
| Goiânia | -6,34% | -5,75% | -15,50% | 6,68% | 6,75% | 6,66% | 23,47% | 22,65% | 45,17% |
| Nacional | -4,25% | -3,94% | -8,84% | 5,98% |
6,15% |
5,95% | 10,19% | 9,01% | 29,55% |
| Fonte: IBGE | |||||||||