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SÃO PAULO – O preço de um dos produtos que não faltam na mesa do brasileiro não para de subir. Entre agosto e setembro deste ano, o açúcar ficou 7,22% mais caro. Na análise dos últimos 12 meses, que considera os efeitos da crise no País, a alta acumula 43,05%, enquanto a oscilação neste ano foi de 36,29%.
Com o aumento, no mês passado, o gasto médio mensal familiar com o produto ficou em R$ 10,44, maior que os R$ 7,30 verificados um ano antes. Em agosto deste ano, o gasto médio familiar com o açúcar alcançou R$ 9,74.
Os dados são de levantamento feito pela GfK, que verificou o aumento do açúcar em mais de 300 pontos de venda espalhados pelo País. A consultoria constatou que o incremento foi generalizado e ocorreu em todas as marcas do produto e em todas as regiões do Brasil.
No Centro-Oeste, preços subiram mais
A pesquisa constatou que os consumidores da região Centro-Oeste foram os que mais sentiram a alta do preço do produto entre agosto e setembro deste ano. Somente na região, o açúcar subiu 13,90% – 6,68 pontos percentuais acima da média nacional (+7,22%).
O Sudeste vem em segundo lugar entre as regiões onde foram verificadas as maiores altas, com variação de 11,31% no preço do produto. Na região Sul, o aumento foi de 10,79% e na Nordeste, de 2,32%. No mesmo período, entre agosto e setembro, o produto apresentou o menor aumento na região Norte (+1,14%).
Considerando as cidades analisadas pela consultoria, Cuiabá foi a que apresentou a maior alta no preço do açúcar, de 30,17% na análise mensal, seguida da Grande Belo Horizonte, onde o produto variou 19,60%.
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Santa Catarina e Brasília seguem nas terceira e quarta colocações do ranking das maiores variações, com altas de 16,38% e 14,28% no preço, respectivamente. Logo atrás, estão a Grande Porto Alegre e a Grande São Paulo, com altas mensais de 13,95% e 13,53%, na ordem.
As altas que ficaram abaixo da média nacional foram verificadas em Salvador (+0,08%), Recife (+2,86%), Campo Grande (+5,97%), interior de Minas Gerais (+6,06%) e Fortaleza (+6,09%).
Em Natal, Maceió e João Pessoa não foram verificadas oscilações. Já na Grande Vitória e no interior do Rio Grande do Sul houve queda, de 0,56% e 2,34%, respectivamente.
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Sobe e desce
Produção e preço do petróleo – que altera os custos de transporte – são os fatores que mais influenciam nas oscilações de preço do açúcar. Em 2007, o preço do produto aumentou significativamente.
Porém, em 2008, o consumidor sentiu os preços caírem. Por ele estar desvalorizado, a alta verificada nos últimos meses já era esperada. De acordo com a GfK, a expectativa é que o preço continue subindo.