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SÃO PAULO – Produtos básicos das cestas de alimentos, bebidas, higiene pessoal e limpeza encareceram 9% nos primeiros quatro meses do ano, o que fez com que 880 mil lares deixassem de comprá-los, segundo revelou pesquisa da LatinPanel, empresa de pesquisa de consumo domiciliar da América Latina.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (16), revelaram que os preços dos produtos básicos (margarina, papel higiênico, desodorante) aumentaram em proporção maior do que a de produtos supérfluos (iogurte, limpadores multiuso, pós-shampoo), sendo que estes últimos tiveram inflação de 5% de janeiro a abril, em relação ao mesmo período de 2007.
No Brasil, a LatinPanel acompanha semanalmente o consumo de 8,2 mil domicílios, o que representa 82% da população domiciliar e 91% do potencial de consumo do País.
Vilões do orçamento
A pesquisa revelou que o leite em pó foi o produto que mais encareceu no período, com alta de preços de 37%. Em seguida, vieram os óleos vegetais (+35%), o leite condensado (+22%), leite pasteurizado (+17%) e adoçante (+16%).
Em contraposição, dentre as maiores quedas no período, estão a do preço do açúcar (-28%), da água mineral (-11%), da deo colônia (-11%), do azeite (-11%) e da tintura para os cabelos (-10%).
Dentre as categorias analisadas pela Latin Panel, 46,2% tiveram reajuste acima da inflação, enquanto outras 18,5% ficaram na média e 35,4% tiveram aumento de preços abaixo do índice de inflação.
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Maiores impactos
No caso das classes sociais D e E, o aperto financeiro foi maior, uma vez que 52,3% dos produtos que fazem parte do carrinho de compras deste estrato da população tiveram alta acima da inflação. “De fato, as classes mais desfavorecidas foram as mais afetadas”, afirmou a diretora da LatinPanel, Claudia Fioratti.