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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo subiu 3,98% em outubro, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgada nesta quinta-feira (18).
No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 311,94 para comprar os produtos essenciais, sendo que, no nono mês deste ano, esse valor era de R$ 299,99.
Nos últimos 12 meses, o preço aumentou 10,35%, e no acumulado deste ano, 10,70%.
Destaques
Dos 31 produtos analisados, 23 ficaram mais caros e oito tiveram queda nos preços no décimo mês do ano em relação a setembro.
A alta no último mês deve-se à elevação dos preços do grupo Alimentação e Higiene Pessoal, de 4,58% e 2,71%, respectivamente. Os grupo Limpeza teve leve queda de preços de 0,03%.
Entre as altas, os destaques ficaram com o feijão carioquinha, que apresentou avanço de 9,94% no preço em outubro, e carne de segunda sem osso, cuja elevação foi de 9,31%. Carne de primeira (8,65%), farinha de trigo (6,85%) e salsicha (5,26%) também se destacam.
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Por outro lado, as maiores quedas ficaram com o quilo da cebola (-11,76%), biscoito maizena (-4,13%) e café em pó (-2,64%). O extrato de tomate (-2,44%) e a dúzia de ovos brancos (-2,41%) também estão na lista dos que mais caíram.
Preços
De acordo com o Procon-SP, os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país, etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras, etc.).
As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, seja para simplesmente esvaziar os estoques, por meio do rebaixamento temporário dos preços.