Preço da cesta básica de SP sobe 1,5% e fica em R$ 318,88 em abril

Dos 31 produtos analisados, 20 ficaram mais caros, nove tiveram queda nos preços e dois permaneceram estáveis

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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo aumentou 1,5% em abril, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgada nesta terça-feira (17).

No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 318,88 para comprar os produtos essenciais, sendo que, no terceiro mês de 2011, esse valor era de R$ 314,18. Nos últimos 12 meses, a cesta básica paulistana acumula alta de 6,13%, enquanto no ano há deflação de 0,07%.

Destaques
Dos 31 produtos analisados, 20 ficaram mais caros, nove tiveram queda nos preços e dois permaneceram estáveis no quarto mês de 2011 em relação a março deste ano. O acréscimo no último mês deve-se, sobretudo, ao avanço dos preços do grupo Alimentação, de 1,55%, que contribuíram para 1,27 ponto percentual do avanço da taxa.

O grupo Limpeza também apresentou alta nos preços, de 2,60%. Higiene Pessoal, por outro lado, registrou queda em abril, de 0,31%.

Entre as altas, os destaques ficaram com a batata , cujos preços subiram 62,07%, o feijão, que registrou alta de 5,29%, o alho (4,89%), cebola (4,47%) e o detergente, com preços 5,88% mais caros.

Por outro lado, as maiores quedas ficaram com frango (-6,68%), arroz (-3,14%), desodorante (-3,04%), papel higiênico (-2,56%) e absorvente (-1,91%).

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Preços
De acordo com o Procon-SP, os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras etc.).

As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, seja para simplesmente esvaziar os estoques, por meio do rebaixamento temporário dos preços.


Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip