Publicidade
SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo apresentou alta de 0,94% em agosto, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta sexta-feira (17).
No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 292,21 para comprar os produtos essenciais, sendo que, no sétimo mês deste ano, esse valor era de R$ 289,48.
Nos últimos 12 meses, o preço aumentou 3,03%, e no acumulado deste ano, 3,70%.
Destaques
Dos 31 produtos analisados, 14 ficaram mais caros, 16 tiveram queda nos preços no oitavo mês do ano e um permaneceu com o preço estável em relação a julho.
A subida no último mês deve-se à elevação dos preços do grupo Higiene Pessoal, cujo avanço atingiu 2,38%, e dos valores alimentícios, que cresceram 1,16%. Já o grupo Limpeza verificou recuo de 1,95%.
Dentro desses grupos, os destaques ficaram com o quilo da carne de primeira, que apresentou alta de 11,92% no preço em agosto, papel higiênico fino branco – pacote com 4 unidades -, cuja elevação foi de 10%. Óleo de soja (5,66%) e o pacote de biscoito Maizena (5,36%) também ficaram entre os destaques.
Continua depois da publicidade
Por outro lado, as maiores quedas ficaram com o quilo da cebola (-36,59%), da batata (-21,23%) e do feijão carioquinha (-10,22%). O pote de margarina (-6%) e o açúcar refinado (-3,08%) também estão na lista dos que mais caíram.
Preços
De acordo com o Procon-SP, os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país, etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras, etc.).
As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, ou simplesmente para os estoques através do rebaixamento temporário dos preços.