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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo subiu 8,82% em 2011, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgada nesta quinta-feira (19).
O custo médio da cesta básica em 28 de dezembro do ano passado foi de R$ 347,26, sendo que, na mesma data de 2010 o valor necessário para comprar os produtos essenciais era de R$ 319,11. Entre os grupos analisados, a maior variação dos preços aconteceu em Higiene Pessoal, que cresceu 15,64% no período, passando de R$ 25,32 para R$ 29,28.
A categoria de Limpeza teve um acréscimo de 10,79%, saindo de R$ 30,21 para R$ 33,47. No grupo de Alimentação a alta foi de 7,94%, saindo de R$ 263,58 em 2010 para R$ 284,51 em 2011.
Destaques
Dos 31 produtos analisados, 27 ficaram mais caros e 4 tiveram queda nos preços em 2011, frente aos preços de 2010. A principal alta foi em Café em pó Papel Laminado (pacote 500g), que aumentou 29,16% no período. Outros destaques de alta ficaram com o quilo da cebola (29,13%), o quilo da salsicha avulsa (20,58%), o pacote com 10 unidades de absorvente aderente (20%) e a unidade do sabonete (19,05%).
Apesar das altas, os produtos que tiveram os maiores pesos na variação da cesta básica foram: carne de primeira (+2,13%), café em pó papel laminado (+1,14%), carne de segunda sem osso (+0,75%), leite em pó integral (+0,72%) e feijão carioquinha (+0,58%).
Por outro lado, as maiores quedas ficaram com alho (-27,90%), frango resfriado inteiro (-1,36%), arroz (-1,19%) e batata (-0,63%) – esses também foram os produtos que exerceram os maiores pesos negativos na cesta.
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Preços
De acordo com o Procon-SP, os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras etc.).