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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo apresentou queda de 1,06% em junho, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta quarta-feira (7).
No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 298,07 para comprar os produtos essenciais, sendo que, no quinto mês deste ano, esse valor era de R$ 301,25.
Nos últimos 12 meses, o preço aumentou 3,32%, e no acumulado deste ano, 5,78%.
Destaques
Dos 31 produtos analisados, 11 ficaram mais caros, 14 tiveram queda nos preços no sexto mês do ano e seis permaneceram com o preço estável em relação a maio.
A queda no último mês deve-se à redução dos preços dos grupos Alimentação, Limpeza e Higiene Pessoal, que ficaram 1,07%, 1,21% e 0,7% menores, na ordem.
Dentro desses grupos, os destaques ficaram com açúcar refinado, que apresentou queda de 10,47% no preço em junho, sabão em pó (-4,14%) e desodorante spray (-3,62%).
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Por outro lado, as maiores altas ficaram com a dúzia de ovos brancos (5,69%), o quilo do alho (5,59%) e o detergente líquido (5%). Os produtos óleo de soja (4,37%) e água sanitária (3,11%) ainda compõem a lista dos que mais subiram.
Motivos para o resultado
De acordo com o Procon-SP/Dieese, os aumentos e quedas de preços dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a um desequilíbrio de oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtos, conjuntura econômica) ou externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias).
“As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento ou simplesmente para desovar estoques através do rebaixamento temporário dos preços”.