Preço da banda larga móvel deve cair na América Latina

Previsão faz parte de um estudo da 4G Americas, associação setorial dos principais provedores de serviços e fabricantes do setor de telecomunicações

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SÃO PAULO – A concorrência acirrada das empresas fornecedoras de banda larga móvel fará com que o preço cobrado pelo serviço despenque em toda a região da América Latina neste ano.

O foco dos produtores de serviços para a área deve sofrer alteração. A mudança deve ocorrer no acesso, que será direcionado aos diversos dispositivos e a vários segmentos de clientes.

A previsão faz parte de um estudo da 4G Americas, associação setorial dos principais provedores de serviços e fabricantes do setor de telecomunicações.

Altos preços
Os preços da banda larga na região da América Latina são os mais caros daqueles praticados em todo o mundo, de acordo com o relatório elaborado pela empresa de análise de mercado Point Topic, no final do ano passado.

Segundo o “Broadband Tariff Benchmark 2010”, o preço médio por megabit cobrado na região para conexões DSL ultrapassa a marca dos US$ 22. No Oriente Médio e na África, por exemplo, essa tarifa é de US$ 20.

Conjuntura
O novo ano também deverá ser marcado pelo crescimento dos tablets na América Latina, os quais devem registrar fortes avanços nas vendas, assim como o desenvolvimento da tecnologia LTE – padrão para a tecnologia de redes móveis.

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Já os dispositivos móveis que adotaram a plataforma Android devem impulsionar a indústria móvel, oferecendo serviços adicionais que não estavam disponíveis antes.

“As operadoras móveis enfrentam um cenário de queda gradual, mas consistente, das receitas por serviços de voz, que continuam caindo com o crescimento de canais como mensagens de texto e comunicação via redes sociais”, afirma o diretor da 4G Americas para a América Latina e o Caribe, Erasmo Rojas.

“Por esse motivo, os serviços de valor agregado (SVA) são cada vez mais importantes nas estratégias empresariais, e mesmo representando 19% da receita mensal por usuário, o objetivo é atingir 25%”, conclui.