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SÃO PAULO – Na opinião do conselheiro da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Pedro Jaime Ziller de Araújo, o alto preço das tarifas telefônicas no Brasil decorre da falta de concorrência entre as empresas do setor.
Para Araújo, no contexto da privatização da telefonia no País, ocorrida há 10 anos, o governo não conseguiu prever o grau de concentração do mercado, já que esperava que, em 2003, 15% do mercado local estaria sob controle das chamadas empresas espelho e elas ainda não possuem 6% do mercado.
Além disso, o alto preço da infra-estrutura para prestar o serviço de telefonia fixa acaba por estimular a falta de concorrência. “A parte mais cara da telefonia fixa é a parte de rede. Por que não tem concorrência? Porque se precisa de muito capital, cujo retorno é em longo prazo. O investidor não quer saber de um retorno tão a longo prazo assim”, disse em entrevista à Agência Brasil.
Celular e Longa distância mais barato
Atualmente, 95% dos serviços de telefonia fixa estão nas mãos das concessionárias em cada região do País. Ziller comentou que, se há suspeita de cartelização no setor, ele espera que o Cade (Conselho de Administração e Defesa Econômica) tome providências.
No mais, o conselheiro lembrou que, na telefonia móvel, a concorrência já está estabelecida, bem como nas chamadas de longa distância da telefonia fixa. Segundo ele, depois que o cliente passou a ter a opção de escolher o código da prestadora de serviço nas ligações interurbanas, o preço caiu.
“Dando nomes aos bois, a Telemar compete pouco na área da Telefônica, a Telefônica compete pouco na área da Brasil Telecom e assim sucessivamente. Mas todas competem em suas áreas com a Embratel ou Intelig”.