Publicidade
SÃO PAULO – Na opinião do presidente da Abiad (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres), Carlos Gouvêa, o preço ainda é uma barreira para o consumo de alimentos funcionais.
Segundo ele, o que encarece o preço deste tipo de alimento para a população é o alto custo da pesquisa. “Os alimentos só são liberados para o consumidor depois de muitos anos de pesquisa, o que os torna um pouco mais caros que os alimentos convencionais”, explica, conforme publicado pela Agência Brasil.
Entretanto, avalia Gouvêa, este cenário deve se inverter em breve, e cita o exemplo dos iogurtes. “Era um mercado em declínio e, a partir do momento em que saíram iogurtes light ou com adição de fibras, teve-se um crescimento considerável, mesmo ainda com preços um pouco mais elevados.”
Funcionais
Os alimentos funcionais são aqueles que nutrem e prometem ajudar na prevenção e tratamento de doenças. Estima-se que esse mercado movimente, em todo o mundo, aproximadamente US$ 60 bilhões. Atualmente, relata o presidente da Abiad, produtos diet e light, por exemplo, crescem por volta de 20% ao ano.
Pesquisa realizada pelo instituto Latin Panel mostra que, no Brasil, a procura por alimentos saudáveis aumentou 35% em 2007, com destaque para o consumo de iogurtes, leites, cereais e bebidas à base de soja.
No mesmo período, os produtos tradicionais cresceram apenas 17%.