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SÃO PAULO – Em 2008, estima-se que 68 milhões de brasileiros compraram produtos piratas, e principalmente devido ao preço menor, segundo a pesquisa “O consumo de produtos piratas no Brasil” realizada pela Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro) em parceria com a Ipsos Public Affairs.
O preço mais em conta foi o motivo alegado por 94% daqueles que compraram esses produtos no ano passado.
Atrás desse motivo, a facilidade de encontrar os produtos, a possibilidade de adquiri-lo antes do lançamento do original, o possível descarte e a possibilidade de alcançar o “status” que o produto original traria foram as outras justificativas alegadas pelos consumidores.
Atenção com o preço diminui
Apesar de o fator preço ser decisivo para a compra de produtos piratas, o número de pessoas que escolheram essa justificativa diminuiu em relação ao ano de 2007.
Naquele período, 97% adquiriram material ilegal por ser mais barato. Em 2006, esse percentual era de 93%. Na outra ponta, a facilidade de encontrar o produto foi o fator que mais cresceu em 2008 (15%), frente a 2007, quando 7% alegaram esse fator como grande atrativo.
Puxão de orelha
Na pesquisa, a Fecomércio conclui que “o preço mais baixo dos piratas pesa mais que a consciência do consumidor”. E se preocupa ao afirmar que “caiu a percepção do brasileiro com relação aos efeitos nocivos da pirataria, inclusive no caso da arrecadação de impostos”.
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A instituição carioca lembra que o consumidor sabe das consequências negativas atreladas ao consumo desses produtos, mas ainda não se incomoda a ponto de deixar de consumi-lo. Ou seja, conclui que “o ‘ganho’ no bolso chama mais a atenção, ao passo que não há risco aparente de punição”.