Relatório

Por que as blockchains têm valor intrínseco, segundo o Bank of America

Segundo relatório, a rede Ethereum gerou cerca de US$ 10 bilhões em taxas de transação em 2021

Por  CoinDesk -

As blockchains e os aplicativos que são executados nelas têm valor intrínseco, escreveu em relatório o Bank of America (BofA), rejeitando afirmações contrárias ouvidas regularmente contra a tecnologia.

Em junho, o presidente do Banco da Inglaterra (BOE), Andrew Bailey, deu declarações negativas sobre as criptomoedas em sessão no Parlamento, dizendo que a classe de ativos não tem “valor intrínseco”.

Para o BofA, as falas são infundadas, dado que a rede Ethereum (ETH) gerou cerca de US$ 10 bilhões em taxas de transação em 2021. O montante foi 1.558% maior que o apresentado no ano anterior, segundo relatório publicado na sexta-feira passada (29).

Neste ano, a rede Ethereum (ETH) gerou até o momento cerca de US$ 3,9 bilhões em taxas de transação.

Já a blockchain do Bitcoin (BTC) acumula US$ 93 milhões em taxas no ano, de acordo com o banco americano, ante cerca de US$ 1 bilhão em todo o ano passado.

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Diante de um ritmo mais fraco no ano, o BofA atribui a queda nas taxas de transação do Ethereum à pouca movimentação dos detentores, que têm se mantido “de lado”, sem grandes apostas.

Já para o Bitcoin, que viu uma queda nas taxas a partir de abril de 2021, o banco cita a adoção da Lightning Network, que permite pagamentos mais baratos e instantâneos com a cripto.

O Bank of America diz que ainda não é capaz de prever fluxos de caixa para blockchains porque eles são imprevisíveis, dado que se trata de uma “indústria nascente”.

As blockchains geram fluxos de caixa por meio de taxas de transação validando transações de token nativos ou validando transações de aplicativos executados na blockchain.

A expectativa do banco é de que os fluxos de caixa na forma de taxas de transação acelerem para que blockchains tenham forte desenvolvimento, além de crescimento de usuários.

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