Por que alguns traders acreditam que o Bitcoin pode estar prestes a disparar de novo

Desde julho, o preço do Bitcoin guarda fortes semelhanças aos movimentos de alta de 250% de 2019

CoinDesk

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O Bitcoin (BTC) pode estar se posicionando para uma grande alta se a história se repetir. A criptomoeda líder em valor de mercado saltou quase 40% e encostou em US$ 23.000 neste mês, de acordo com dados do CoinDesk.

Essa alta é semelhante àquela vista em meados de 2019, quando o ativo digital se recuperou da queda e disparou quase 250%.

O rali atual segue uma derrapada do BTC de 68% no ano, seguida por uma consolidação prolongada após atingir o fundo do poço perto de US$ 15.500.

Essa reação ocorre no momento em que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) se aproxima do final de seu ciclo de aperto de liquidez que agitou os ativos de risco, incluindo as criptomoedas.

As condições são parecidas com as que precederam o renascimento do Bitcoin no segundo trimestre de 2019. Naquele ano, o ativo disparou 247%, batendo em US$ 13.800, quando o ciclo de aperto monetário do Fed atingiu o pico.

“Durante os quatro meses anteriores ao rali de 2019, o BTC foi negociado em uma faixa estreita perto das mínimas, enquanto os shorts (vendas a descoberto) pressionavam os ganhos e os especuladores acumulavam”, disse o macro trader Geo Chen em boletim informativo, observando semelhanças entre a subida de 2019 e a de 2023.

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“O rali de 2019 coincidiu com um ambiente Goldilocks (termo para identificar um ambiente econômico relativamente estável) de desaceleração do crescimento e da inflação, o que fez com que o Fed tirasse o pé do acelerador.”

O ciclo de aperto anterior do Fed durou três anos, começando em dezembro de 2015 e terminando em dezembro de 2018, e elevou a taxa básica de juros para a faixa de 2,25% a 2,5%. No ano passado, o banco central elevou de 0% para 4,25%.

O mercado agora espera que o ritmo de aumento das taxas diminua para 25 pontos-base em fevereiro e março e, em seguida, faça uma pausa no ciclo de alta, com indicadores prospectivos apontando para uma desaceleração acentuada na inflação de preços ao consumidor e na atividade econômica.

Desde julho, o preço do Bitcoin guarda fortes semelhanças aos movimentos testemunhados do final de novembro de 2018 ao início de abril de 2019.

A exaustão das vendas observada em novembro do ano passado e a alta subsequente é consistente com o histórico do BTC ao chegar ao fundo do poço 17 meses antes do halving e disparar no ano que antecede o evento.

O halving é o processo que reduz pela metade a recompensa dos mineradores e corta em 50% a oferta de novas unidades do ativo digital. O próximo deve ocorrer por volta de março ou abril de 2024.

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Considerando todo o cenário descrito nesta matéria, o caminho do BTC parece promissor. Ainda assim, Chen prefere comprar Ethereum (ETH), a segunda maior criptomoeda em valor de mercado.

“Acredito que o potencial do ETH para superar o BTC devido à Merge (Fusão, em inglês) não foi totalmente realizado devido à baixa do mercado”, falou.

“Também acredito que Web3 e as finanças descentralizadas (DeFi) continuarão a ser a maior fonte de crescimento e inovação no ecossistema cripto, e a maioria (dos projetos) da web3 e de DeFi usa o Ethereum como camada base”, completou, dizendo também que o BTC continuará sendo uma moeda de porto seguro.

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Chen abriu uma posição em ETH e espera que o ativo digital suba para US$ 3.400 nos próximos três meses.

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