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A Petrobras (PETR3; PETR4) apresentou seu balanço do primeiro trimestre de 2026 na noite desta segunda-feira (11). A petroleira teve queda de 7,2% no lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 59,6 bilhões no 1º trimestre, com leve recuo de 2,4%.
Os números frustraram expectativas de analistas e do mercado, já que o papel recua 1,12%, a R$ 45,91, às 11h50 (horário de Brasília). As projeções se tornaram mais otimistas, antes da divulgação dos resultados, após a apresentação do relatório de produção e vendas da petroleiras, que trouxe recorde de produção.
Leia a análise completa do resultado: Petrobras: dados do 1T e dividendo não animam – mas paciência será recompensada no 2T
Ainda assim, alguns pontos que foram ofensores no balanço do primeiro trimestre poderão ser revertidos no próximo trimestre e devem garantir a tese de investimento no médio e longo prazo, segundo analistas e a própria Petrobras. Com a divulgação do balanço, a petroleira endereçou dois pontos muito aguardados pelo mercado: impacto do aumento dos preços de petróleo e o recorde de produção.
Preço do Brent
O preço médio do Brent ficou por volta de US$ 80,61 no período, com alta apenas de 6,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, nos dados divulgados pela Petrobras. A petroleira explicou que os efeitos ainda não foram percebidos devido à lógica de precificação de exportações. Cada contrato, segundo a Petrobras, tem índice de preço e período de apreçamento que variam entre cada cliente e cada negociação.
“No mercado asiático, por exemplo, destino da maior parte das nossas exportações, a precificação costuma ocorrer com base nas cotações do mês anterior àquele da chegada da carga”, explica a administração.
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A elevação de preços deve impactar os preços de petróleo que aconteceu após o início do conflito no Oriente Médio será refletida nas exportações do segundo trimestre de 2026, segundo a companhia.
Produção recorde
Já o aumento de volume de produção, que atingiu recorde, também gerará seus efeitos apenas no próximo trimestre. Isso acontece porque, mesmo que haja maior produção, a defasagem natural entre o embarque e o reconhecimento da venda não permitiu que houvesse o reflexo já no primeiro trimestre.
Leia mais: Petrobras (PETR4): produção de petróleo no Brasil sobe 16,3% no 1º tri de 2026
O reconhecimento da venda, de acordo com a Petrobras, acontece apenas no momento da transferência da titularidade da carga, quando os navios chegam aos portos de destino. Dessa forma, o saldo de exportações em andamento de 81 mil barris por dia terá expectativa de realização apenas no segundo trimestre.
Para o Morgan Stanley, a evolução dos fatores que foram mencionados pela companhia, a empresa se aproxima de resultados operacionais próximos a recordes históricos.
