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Partidos sem ministérios ameaçam reforma da Previdência de Bolsonaro após 3º nome do DEM no governo

Governabilidade a partir de bancadas informais, e não de partidos, ainda é alvo de ceticismo no mundo político. Pautas impopulares serão importante teste

 Jair Bolsonaro
(José Cruz/Agência Brasil)

SÃO PAULO - A falta de equilíbrio na correlação de força dos partidos em participação no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já provoca sinais de desafios para a conquista de uma base de apoio capaz de aprovar pautas complexas no Congresso a partir do ano que vem. Menos de um mês depois das eleições e após a indicação de parte significava dos ministros, muitos incomodados aproveitam para dar recados.

Conforme noticia a Coluna do Estadão, a indicação de um terceiro ministro do DEM para compor o novo governo pode colocar em xeque a votação da reforma da Previdência na Câmara. A leitura seria que as nomeações de lideranças de bancadas suprapartidárias não têm lastro partidário, o que não se refletiria em apoio legislativo efetivo, sobretudo em agendas impopulares.

Segundo a coluna, deputados de legendas ainda não contempladas com ministérios dizem não ter motivação para apreciar uma proposta como essa, tida como prioritária pela nova equipe econômica, capitaneada pelo "superministro" Paulo Guedes. Dos onze ministros indicados por Bolsonaro em três semanas, três são do DEM, seis técnicos e dois militares.

Entre os demistas, dois ainda são do mesmo estado: Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Mandetta (Saúde) são do Mato Grosso do Sul. O excesso de nomes do DEM no futuro governo também coloca a liderança de ACM Neto, atual presidente da sigla e prefeito de Salvador, em situação desconfortável.

No momento, o discurso do dirigente é que o partido não pediu nada a Bolsonaro ("são quadros qualificadíssimos, mas escolhas do presidente", disse) e que ainda não há definição sobre posição no futuro governo, a despeito do protagonismo conquistado pelo grupo de Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil.

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