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Moro não exclui ligação de morte de empresário com Lava Jato e pede manifestação do MPF

José Roberto Soares Vieira foi morto com nove tiros em Candeias, região metropolitana de Salvador 

Sergio Moro
(Geraldo Magela/Agência Senado)

SÃO PAULO - O juiz federal Sérgio Moro pediu ao MPF (Ministério Público Federal) que se manifeste dentro de um período de cinco dias sobre o assassinato do empresário José Roberto Soares Vieira no último dia 18. Vieira foi morto com nove tiros em Candeias, região metropolitana de Salvador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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Vieira foi morto dois meses após prestar depoimento para a PF (Polícia Federal) sobre um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o ex-gerente da Transpetro na Bahia, José Antônio de Jesus. Vieira era um dos donos da JRA Transportes, companhia que teve como sócio entre 2011 e 2013 o filho de José Antônio de Jesus.

Em seu depoimento para PF, Vieira afirmou que a JRA Transportes foi usada por José Antônio de Jesus para receber pagamentos de empresas fornecedoras da Transpetro sem que prestasse serviço. Com base neste depoimento, o MPF (Ministério Público Federal) rastreou pagamentos de R$ 2,3 milhões para o ex-gerente da Transpetro, que está preso desde 21 de novembro do ano passado. Na época do assassinato, a delegada Maria das Graças Barreto, titular da delegacia de Candeias que comanda as investigações, afirmou para a Folha de S. Paulo que "não há dúvida" de que José Roberto Soares Vieira foi vítima de crime planejado. 

Já Moro afirmou em sua petição ao MPF: "infelizmente, há notícia muito grave do assassinato do acusado José Roberto Soares Vieira em 17 de janeiro no curso da ação penal, o que ainda está em apuração”. E completou: "não se pode excluir a possibilidade de que o homicídio esteja relacionado a esta ação penal, já que, na fase de investigação, o referido acusado aparentemente confessou seus crimes e revelou crimes de outros. Intime-se o Ministério Público Federal para manifestação em cinco dias.” 

 

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