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A qualquer custo: FHC classifica triunfo de Temer na Câmara como uma "vitória de Pirro"

Ex-presidente também comenta sobre o racha do PSDB na votação da denúncia

FHC e Michel Temer
(Beto Barata / PR)

SÃO PAULO - Ao comentar sobre a rejeição da denúncia contra Michel Temer, FHC (Fernando Henrique Cardoso) foi categórico ao afirmar que a conquista do presidente serviu apenas para seus próprios interesses e classificou o triunfo como uma "vitória de Pirro" - expressão utilizada quando um indivíduo conquista algo por um preço muito alto.

 "Foi uma vitória de Pirro porque não adianta nada para o País. Adianta, claro, para o presidente Temer. Mas para o País essa não era a grande questão", afirmou o ex-presidente nesta quinta-feira (3) em evento na sede do IFHC (Instituto Fernando Henrique Cardoso). Segundo estimativas, a vitória de Temer teve um custo de R$ 13,2 bilhões para os cofres públicos entre emendas parlamentares e "pacotes de bondades".

Como não poderia ser, FHC foi questionado sobre o racha do PSDB na votação da denúncia contra Temer. O ex-presidente não escondeu que houve uma divisão do partido - 22 parlamentares votaram contra a investigação e 21 a favor - e defendeu que os tucanos discutam sua posição na base governista após a aprovação da agenda de reformas, em linha com o posicionamento de Geraldo Alckmin.

Por falar em PSDB, Aécio Neves nesta tarde que o senador Tasso Jereissati (CE) permanecerá na presidência interina da legenda por tempo indeterminado. Jereissati assumiu o comando do partido interinamente em maio, após Aécio ser citado na delação premiada de Joesley Batista: “Tasso tem as melhores condições para conduzir a renovação do PSDB e a sua reinserção em setores importantes da sociedade”, afirmou o senador.

 

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