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Plano da Petrobras deve ser 37% menor, Magazine Luiza nega OPA e mais 17 no radar

Análise de plano de negócios menor foi feita pelo Itaú BBA; Petrobras ainda negou que venderá fatia de Libra

SÃO PAULO – Se o noticiário político desta segunda-feira promete ser bastante movimentado, o noticiário corporativo não fica atrás na sessão de hoje. 

Em destaque, o Plano de Negócios da Petrobras  (PETR3PETR4) deve alcançar US$ 83 bilhões em 2016-2020, uma redução de 37% em relação ao plano do período 2015-2019, segundo relatório dos analistas do Itaú BBA, Diego Mendes e Pablo Castelo Branco.

“Esperamos que a Petrobras invista cerca de US$ 1 bilhão ao ano em exploração, enquanto a produção doméstica provavelmente vai parar de crescer e se estabilizará em cerca de 2,2 mi bpd em 2017 (Petrobras poderá precisar instalar dois sistemas de produção por ano para manter produção estabilizada). Para outros negócios, esperamos apenas gastos em manutenção e investimento limitado em ativos que devem ser vendidos (principalmente no segmento internacional)”. “Independentemente do mercado internacional, reajustes nos preços do diesel e da gasolina são necessários”, afirmam. 

Os analistas destacam que “é consenso que um aumento no preço do diesel e da gasolina seria a maneira mais fácil e rápida de melhorar a geração de caixa, mas devido à pressão inflacionária e possível aumento da CIDE, a probabilidade de outro aumento de preços no curto prazo parece baixa”. “Esperamos que diesel e gasolina sejam reajustados em 5% até julho de 2016”.

 Eles avaliam que o “cenário atual requer corte de custos rápido e profundo” e a companhia também terá de cortar custos, reduzir capex e acelerar plano de desinvestimento para reequilibrar queima de caixa e reduzir endividamento. Um eventual aumento de capital ou apoio do governo seriam últimos recursos. 

 Para 2016, posição de caixa oferece “bom colchão” à companhia, “assumindo que dívida está totalmente paga”; 2017 começa com palanço de pagamentos mais fraco. “A Petrobras precisa manter acesso a diferentes fontes de recursos e concluir a venda de ativos significativos pelo menos até o meio do próximo ano para transmitir uma mensagem positiva ao mercado de que, apesar do momentum desfavorável, a empresa será capaz de continuar cumprir suas obrigações”

 A Petrobras disse na sexta-feira após o fechamento do pregão que não considera “neste momento” a venda de participação na promissora área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, como parte do plano de desinvestimentos de 15,1 bilhões de dólares no biênio 2015-16.

“A carteira de desinvestimento é dinâmica e a concretização destas oportunidades depende de condições negociais e de mercado”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.

A Reuters publicou nesta semana que a estatal estaria oferecendo até um quarto de sua participação de 40 por cento da área de Libra, segundo duas fontes do setor.

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Libra, atualmente em fase de exploração, foi a primeira área do pré-sal brasileiro a ser licitada pelo regime de partilha de produção. O governo estima que o prospecto tenha de 8 bilhões e 12 bilhões de barris recuperáveis equivalentes de óleo e gás.

A Petrobras é operadora de Libra, com fatia 40 por cento, e tem como sócias a francesa Total e a anglo-holandesa Shell, com 20 por cento cada, além das chinesas CNPC e CNOOC, cada uma com 10 por cento.

Magazine Luiza
O Conselho de Administração da varejista Magazine Luiza (MGLU3) não está considerando a alternativa de fechar o capital da empresa neste momento, segundo comunicado publicado pela companhia na noite de sexta-feira.

O esclarecimento foi feito após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) depois de declaração da presidente do Conselho da companhia, Luiza Trajano, segundo a qual o fechamento de capital da empresa era uma alternativa diante da forte queda das ações nos últimos meses.

“Nesta data, o fechamento de capital não é uma alternativa que esteja sendo considerada pelo Conselho de Administração da companhia, tampouco pela Sra. Luiza Helena Trajano, que apenas explicou que tal hipótese é uma entre várias alternativas possíveis para companhias abertas em situações semelhantes”, disse o comunicado.

Segundo o documento, ao responder questionamento de analista durante encontro com investidores, Luiza explicou que o Conselho nunca discutiu esse assunto, “que poderia ser uma possibilidade”.

“De fato, essa é uma alternativa possível, principalmente em situações de mercado adversas como a atual, em que o preço das ações da companhia sofreu um impacto negativo relevante. No entanto, o conteúdo completo da resposta esclarece que, atualmente, não existe a pretensão de realizar o fechamento de capital da companhia”, disse a empresa no comunicado. Na quinta-feira, as ações da varejista chegaram a subir 12 por cento após as declarações da executiva. As ações da companhia acumulam queda de 86 por cento este ano.

BTG Pactual
De acordo com despacho publicado pelo Diário Oficial da União, o Cade aprovou a venda de fatia Rede D’Or São Luiz pelo BTG Pactual (BBTG11) ao  Government of Singapore Investment Corporation. A fatia é minoritária e resultará em participação superior a 20% na Rede D’Or,
segundo documento no site do Cade. A operação não resultará em aquisição de controle.

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Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) negou o pedido do BTG Pactual de recomprar 41% das ações da companhia em circulação no mercado (free float). O limite estabelecido pela legislação brasileira é de até 10%, mas o órgão regulador do mercado de capitais pode autorizar o aumento deste porcentual em casos excepcionais.

O banco alegava estar em situação atípica após a prisão de seu principal acionista e executivo, André Esteves. O BTG dizia que, ao adquirir as ações no mercado, demonstraria aos acionistas a confiança na solidez de seus negócios e operações. A decisão do colegiado sobre a recompra foi tomada em reunião extraordinária na sexta-feira. Apesar de admitir as circunstâncias excepcionais do BTG, a CVM considerou a justificativa para a operação insuficiente. O BTG alegava que a operação ajudaria a demonstrar “robustez e capacidade de utilização de recursos em caixa”.

Aliansce
A Aliansce (ALSC3) informou por meio de comunicado que o GIC aumentou a participação na companhia para 15,02% das ações ordinárias.

Ambev e Ultrapar
Na noite da última sexta-feira, a agência de classificação de risco Moody’s colocou o rating da Ultrapar Participações (UGPA3) (Baa2) e a nota em escala global e moeda estrangeira da Ambev (ABEV3) (Baa1) em revisão para possível rebaixamento. Na quarta-feira, a agência colocou a nota de crédito do Brasil em observação negativa. 

A Moody’s afirmou que, embora a Ambev tenha boas métricas de crédito, ampla liquidez e dependência limitada do sistema bancário nacional, cerca de 59% de sua receita é dependente do Brasil, o que pode afetar seu rating, considerando a deterioração econômica do país. 

A Moody’s ressaltou que a nota da Ultrapar está a um nível acima do rating do Brasil, mas não deverá conseguir manter esse grau. “Uma ação negativa no rating do Brasil poderá desencadear um ação negativa no rating da empresa”.

Suzano e Fibria
Segundo o Estadão, a Suzano (SUZB5) tem interesse em comprar uma fatia na Fibria (FIBR3), resultado da união entre a Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz, a maior companhia do setor. A Suzano já teria buscado assessoria para avaliar como poderia alinhavar essa operação, apurou o jornal.

A Fibria tem como principais acionistas a família Ermírio de Moraes, com 29,42% das ações, e o braço de participações do BNDES, o BNDESPar, com outros 29,08% de ações, segundo dados referentes a setembro.

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A participação dos Ermírio de Moraes na companhia líder do setor tem sido cobiçada por empresas concorrentes, como a Eldorado Celulose, controlada pelo grupo J&F, da família Batista, dono da gigante de alimentos JBS (Friboi). O grupo, que tem um complexo industrial em Três Lagoas (MS), mesma região onde está instalada a Fibria, manifestou interesse em adquirir um pedaço da companhia, mas os ânimos esfriaram, segundo fontes. “Não chegaram a um acordo sobre preço”, disse uma das fontes. A J&F é assessorada pelo Credit Suisse. Procurada, a empresa e o banco não comentam.

“Temos sim interesse na fatia da família Ermírio de Moraes (na Fibria), mas não estamos em negociações”, disse Walter Schalka, presidente da Suzano. O executivo, que está à frente da companhia desde 2013 e já trabalhou no grupo Votorantim, disse que a Suzano não descarta crescer por fusões e aquisições, mas que a prioridade atual é trabalhar pela redução de custos de produção do grupo e desenvolver os chamados projetos “adjacentes”, como investimentos anunciados em produção de “tissue” (papel usado para higiene pessoal), em celulose de fibra curta do tipo “fluff” (usada para fraldas e absorventes) e na extração de lignina do eucalipto (que pode ser usada para a produção de biocombustíveis).

Light
O conselho de administração da Light (LIGT3), em reunião extraordinária realizada nesta sexta-feira, 11, elegeu Ana Marta Horta Veloso como a nova diretora presidente da companhia com mandato para até 31 de agosto de 2018. A nomeação dela se deu após a destituição do então diretor presidente Paulo Roberto Ribeiro Pinto. O colegiado ainda destituiu a diretora de Gente, Andreia Ribeiro Junqueira e Souza, e elegeu Ronald Freitas para o cargo de diretor de Comunicação.

Com as alterações, a diretoria executiva, além de Ana Marta e Ronald, fica composta pelo diretor de Finanças, Cláudio Bernardo Guimarães de Moraes; pelo diretor de Desenvolvimento de Negócios e Relações com Investidores, João Batista Zolini Carneiro; diretor de Gestão Empresarial, Ailton Fernando Dias; diretor de Energia, Luís Fernando de Almeida Guimarães; diretor de Distribuição, Ricardo Cesar Costa Rocha, e diretor Jurídico, Fernando Antônio Fagundes Reis. Um dos atuais diretores será designado pela diretora presidente para responder pela diretoria de Gente interina e cumulativamente.

Educacionais
O Ministério da Educação publicou nesta segunda-feira portaria com as normas e datas de candidaturas para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao primeiro semestre de 2016.

A portaria, publicada no Diário Oficial da União, prevê que as instituições de ensino interessadas em participar do processo seletivo do Fies deverão assinar termo de participação no período de 14 de dezembro até as 23h59 de 21 de dezembro.

GPA e Multiplus
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) fechou parceria que permitirá o resgate de pontos de programas de fidelidade Multiplus (MPLU3) por produtos dos supermercados Extra e Pão de Açúcar, em uma tentativa de impulsionar o poder de compra do consumidor diante da recessão econômica, anunciaram as companhias nesta segunda-feira.

Os cerca de 14 milhões de clientes do Multiplus poderão transferir pontos para os programas de fidelidade Clube Extra e Pão de Açúcar Mais e trocar por produtos nos supermercados das duas bandeiras. Também haverá a possibilidade de trocar por vouchers de compras nas lojas da Via Varejo (Ponto Frio e Casas Bahia).

Atualmente, a Multiplus já tem parceria com a Cnova, empresa de comércio eletrônico do GPA dona dos sites PontoFrio.com e CasasBahia.com.

Pet Manguinhos
A Pet Manguinhos (RPMG3) informou que irá propor, em reunião a ser realizada no próximo dia 18, o grupamento das ações da companhia de 20 ações ordinárias para uma ação ON. O  início da negociação das ações de emissão da Companhia de forma grupada será em 28 de abril de 2016. 

Renar Maçãs
A Renar Maçãs (RNAR3), comunicou que foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada na sexta-feira a alteração da denominação social da companhia para Pomifruta.

“Adicionalmente informamos que, em razão desta mudança, serão alterados o nome de pregão, e o código de negociação das ações de emissão da companhia, negociadas na BM&FBovespa, a partir do pregão de 18 de dezembro de 2015 (inclusive). O ticker deixará de ser RNAR3, passando para FRTA3, e o nome de pregão Renar, será substituído por Pomifrutas”.

Oi
A Oi (OIBR4) informou que não é parte e que não foi notificada sobre decisão cautelar do TCU(Tribunal de Contas da União). Em  decisão cautelar anunciada na quarta-feira, 9, pelo ministro do TCU Bruno Dantas, relator do caso, a corte determina que o chamado “Termo de Ajuste de Conduta” (TAC) previsto para ser assinado com a Oi seja paralisado, até que os apontamentos sejam esclarecidos.

O TCU deu 15 dias para que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) explique uma série de indícios de irregularidades encontrados em uma proposta de acordo que será assinada com a operadora Oi.

Os indícios de irregularidades recaem sobre obrigações de empresas ligadas ao Grupo Oi, em relação a metas de qualidade e universalização dos serviços ligados à telefonia fixa, telefonia móvel, banda larga e TV por assinatura. O valor de referência estimado do acordo é estimado em R$ 1,18 bilhão.

Vale
Segundo a Agência Estado, o transporte de rejeito de minério de ferro da mina de Alegria, da Vale (VALE3;VALE5), para a barragem de Fundão, da Samarco, que se rompeu em 5 de novembro, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, não estava previsto no processo de licenciamento da represa, informou nesta sexta-feira (11/12), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Conforme a pasta, o transporte poderia ser realizado desde que estivesse dentro dos autos de licenciamento da barragem.

Segundo a Vale, 5% dos cerca de 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro de Fundão, que vazaram da represa destruindo Bento Rodrigues e atingindo o Rio Doce, saíram da mina de Alegria. De acordo com os dados do Ministério Público Federal (MPF), que investiga o rompimento da barragem, o volume seria ainda maior, de 28%.

 Totvs e Positivo
As ações da Totvs (TOTS3) e Positivo (POSI3) foram rebaixadas pelo Santander de compra para neutra. O novo preço-alvo para as ações da Totvs para 2016 é de R$ 35,80, ante R$ 42 em 2015. Para a Positivo, o novo preço-alvo é de R$ 1,90, ante R$ 3,20 de 2015.  

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg) 

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