Perspectivas

PIB da China, arrecadação, IBC-Br de novembro e balanços nos EUA: o que acompanhar na semana

Tudo o que o investidor precisa saber antes de operar na semana

Por  Mitchel Diniz -

Depois de uma semana em que o Ibovespa acumulou alta de 4,09%, descolado dos mercados internacionais, os investidores se preparam para repercutir uma agenda de poucos indicadores, porém relevantes. Um dos dados mais aguardados vai ser divulgado já na noite deste domingo: o Produto Interno Bruto (PIB) da China no quatro trimestre e no ano de 2021.

A previsão do Banco Mundial é que a economia chinesa tenha crescido 8% no ano passado, mas alguns bancos preveem um crescimento menor. Vale lembrar que o país foi impactado por uma quebra na cadeia de suprimentos que paralisou indústrias e comprometeu até mesmo o fornecimento de energia em algumas localidades ao longo de 2021. Para o quarto trimestre, espera-se que o PIB chinês avance 1,2% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e 3,6% na comparação anual.

Ainda que seja um dado de retrovisor, o resultado pode trazer impactos para as Bolsas e preços de matérias-primas, sobretudo o minério de ferro.

Aqui no Brasil, o destaque é o IBC-Br do último mês de novembro. Popularmente conhecido como prévia do PIB, o dado do Banco Central vai ser divulgado na segunda-feira (17) e deve refletir os indicadores econômicos divulgados na semana passada: produção industrial, serviços e varejo, referentes ao período. O Bradesco calcula que o IBC-Br deverá apresentar variação positiva de 0,7% em novembro na comparação com outubro. Esta também é a aposta do Itaú.

Também na segunda, a Fundação Getúlio Vargas divulga o IGP-10, dado de inflação deste mês de janeiro. O Itaú prevê alta mensal de 1,55%. “Esperamos uma aceleração nos preços industriais no atacado, principalmente devido aos maiores preços de minério de ferro, soja e milho”, escreveram os analistas do banco.

“Ainda na próxima semana, os dados de inflação na Europa ajudarão a compor a leitura a respeito da inflação global”, destaca relatório do Bradesco.

Aqui no Brasil, o governo deve divulgar a arrecadação federal referente à dezembro na próxima quinta-feira (20). O cenário político e fiscal no Brasil pode se complicar nesta semana, com uma paralisação dos servidores federais anunciada para terça-feira (18). Os funcionários brigam por reajustes salariais. Além disso, o Itaú também destaque o risco da variante Ômicron.

“Até agora, a taxa de hospitalização tem sido modesta, mas será fundamental monitorar se essa tendência continuará nos próximos dias. É importante notar que, uma vez resolvidos os problemas técnicos, a regularização de dados anteriores pode levar a um número artificialmente alto de novos casos (e até mortes) relatados por algum tempo, o que significa que levará pelo menos alguns dias até que tenhamos uma melhor aferição da situação”, diz a equipe de análise do banco.

Nos Estados Unidos, ganha fôlego a agenda de balanços corporativos do quarto trimestre. Destaque para os resultados de Goldman Sachs (no dia 18), Bank of America (19), American Airlines e Netflix (ambas na quinta, dia 20).

Leia mais: O que esperar dos resultados do 4º trimestre nos EUA?

Na agenda corporativa do Brasil, a BRF (BRFS3) faz Assembleia Geral Extraordinária (AGE) na segunda-feira (17) para propor um aumento de capital por meio de oferta primária de até 325 milhões de novas ações. A operação representaria uma captação de R$ 7,8 bilhões, aproximadamente.

Na quarta-feira, uma sessão no Tribunal de Contas da União (TCU) poderá retomar a discussão sobre o processo de capitalização da Eletrobras (ELET3;ELET6), depois de pedido de vistas feito em dezembro.

(com Bloomberg)

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