Petróleo fecha em queda de mais de 2%, após dia volátil com foco em negociações sobre Gaza

A volatilidade dos preços da commodity tem ainda como referência a reação do mercado ao Fomc

Estadão Conteúdo

Instalações de petróleo da Aramco (divulgação)

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda acentuada nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, em meio a relatos sobre as negociações para um cessar-fogo em Gaza. No fim da tarde, circulavam informações entre operadores de que o Hamas confirmou o recebimento de uma proposta de cessar-fogo apresentada por Israel para encerrar o conflito. Mais cedo, os vencimentos da commodity chegaram a reduzir a queda com relatos entre traders de que o Catar teria negado a informação de que Israel firmou acordo por cessar-fogo em Gaza.

O barril do WTI para março cedeu 2,68% (-US$ 2,03), a US$ 73,82, na New York Mercantile Exchange(Nymex). O Brent para abril recuou 2,30% (-US$ 1,85) a US$ 78,70 o barril na Intercontinental Exchange.

Segundo operadores, o Hamas ainda não teria respondido à proposta de Israel, de acordo com a Reuters.

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A volatilidade dos preços da commodity tem ainda como referência a reação do mercado amplo ao sinal do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que disse na quarta-feira que provavelmente seria prematuro reduzir a taxa básica de juros nos EUA no encontro do BC de lá em março.

Entre os indicadores divulgados nesta quinta, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria dos Estados Unidos avançou de 47,4 em dezembro a 49,1 em janeiro, contrariando o consenso de analistas ouvidos pela FactSet, que previam leve queda, a 47,2. O ritmo, contudo, segue abaixo de 50, uma marca que divide um quadro de contração do de expansão da atividade.

As tensões geopolíticas que deram suporte a preços mais elevados de petróleo devem ceder espaço para as perspectivas dos fundamentos, que têm viés de baixa, escreveram analistas do Citi em relatório.

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“Embora os ferventes riscos geopolíticos em razão dos ataques da Ucrânia com drones à estrutura russa de petróleo e a perspectiva de uma resposta incisiva dos EUA às ações contra as tropas americanas na Jordânia possam, temporariamente, alavancar para cima os preços, ainda esperamos que, no médio prazo, os fundamentos fiquem mais fracos, induzindo pressões de baixa para os preços”, escreveram os analistas.

*Com Dow Jones Newswires