Petrobras será destaque no 2T? Dado de produção hoje pode dar mais sinais sobre isso

Mercado já olha esses dados como uma preparação para os resultados da companhia, a serem divulgados no dia 6 de agosto

Lara Rizério

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Divulgação/Petrobras
Divulgação/Petrobras

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Em meio a um cenário bastante volátil para o petróleo, a Petrobras (PETR3;PETR4) divulgará nesta terça-feira (28), os dados de vendas e produção do segundo trimestre de 2026.

Apesar de não ser um grande catalisador para o mercado, uma vez que a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) divulga os números de produção e já traz os números da estatal, o mercado já olha esses dados como uma preparação para os resultados da companhia, a serem divulgados no dia 6 de agosto.

O Bradesco BBI estima que a Petrobras registre produção de petróleo de 2,72 milhões de barris por dia no trimestre.

Já o JPMorgan atualizou seus modelos para incorporar as expectativas para os resultados operacionais do 2º trimestre de 2026 (2T26), com base nos próprios dados da ANP.

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Para a Petrobras, a estimativa é de uma produção upstream (exploração e produção) de 3,375 mil barris de óleo equivalente (boe)/dia (+4,7% ante o 1T26) no 2T26, sendo 2,738 milhões de barris/dia de petróleo e 637 mil boe/dia de gás natural.

Com base nessas premissas e antes da divulgação do relatório de produção e vendas da Petrobras referente ao 2T26, o JPMorgan projeta um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado de US$ 18,1 bilhões para o trimestre.

Assim, o banco segue com recomendação overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para as ações ON e PN da companhia, com preços-alvo respectivos de R$ 60 e R$ 56.

“Vemos a empresa bem posicionada para aproveitar um cenário de preços de petróleo mais favoráveis; nossas premissas atualizadas para o Brent (US$ 85/barril em 2026 e US$ 75/barril em 2027) sustentam a expansão do Ebitda de upstream para cerca de US$ 50 bilhões, o que deve mais do que compensar potenciais ventos contrários decorrentes de impostos de exportação e margens mais pressionadas no segmento de downstream.” avaliam.

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O banco também considera a governança sólida, com regras mais claras sobre a política de preços e mecanismos de compensação. Embora ainda reconheça possíveis mudanças estratégicas (por exemplo, maior capex ou fusões e aquisições), não vê mais o fluxo de caixa como uma preocupação, dado que os preços estão bem acima do ponto de equilíbrio (breakeven).

Olhando para o 2T, analistas de mercado veem que o setor de petróleo deve ser um dos grandes destaques da temporada, com a Petrobras sendo uma das maiores apostas – ao lado de PRIO (PRIO3).

Na visão do Goldman Sachs, a Petrobras deve se destacar entre as petroleiras estatais da América Latina no segundo trimestre de 2026, apoiada por crescimento da produção, preços mais altos do petróleo e forte geração de caixa — ainda que o cenário traga desafios relevantes ligados à política de preços e subsídios no Brasil.

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A projeção do banco é de um Ebitda ajustado de cerca de US$ 17 bilhões no período, 5% acima do consenso de mercado, impulsionado principalmente por alta de 6% na produção em relação ao primeiro trimestre e pela valorização do Brent. O Goldman estima ainda pagamento de cerca de US$ 3,4 bilhões em dividendos no trimestre, o que implica um yield (rendimento) de aproximadamente 3,1%.

O Santander também vê a companhia se beneficiando da alta do petróleo e da boa execução operacional.

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Também para a XP Investimentos a Petrobras deve reportar resultados sólidos, embora parte do impacto positivo no fluxo de caixa deva ser reconhecida apenas no 3T26, em função do atraso no recebimento das subvenções, o que também deve afetar os dividendos.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.