Petrobras salta 5% e “kit apagão” dispara com Eletrobras subindo mais de 15%

Confira os principais destaques da Bovespa no pregão desta segunda-feira

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SÃO PAULO – As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3; VALE5) voltam aos destaques do mercado nesta segunda-feira entre alta dos preços do petróleo e corte de dividendos da mineradora, enquanto entre as perdas os papéis da PDG Realty (PDGR3) seguem em queda livre com o mercado apreensivo com as perspectivas para o setor de construção civil. Confira os principais destaques da Bolsa nesta sessão, segundo cotação das 16h16 (horário de Brasília):

Vale (VALE3, R$ 19,76, +6,18%; VALE5, R$ 17,23, +4,11%)
Na contramão do preço do minério de ferro, as ações da Vale disparam hoje após a mineradora ter anunciado na noite de sexta-feira que cortou pela metade seus dividendos de 2015, frente 2014, passando de US$ 4,2 bilhões para US$ 2 bilhões. Ainda no radar da mineradora está a expectativa do mercado de que o Banco Central chinês anuncie algum estímulo para a economia do gigante asiático, de acordo com Celson Plácido, estrategista-chefe da XP Investimentos. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 12,06, +3,88%), holding que detém participação na Vale. Segundo o BTG Pactual, a companhia está se movendo na “direção certa” ao fazer essa redução nos proventos. A recomendação do banco para o papel segue neutra, mas o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) caiu de US$ 12 para US$ 10.

Vale “acerta” ao cortar dividendos, mas que acionista vai ficar feliz com isso?

Petrobras (PETR3, R$ 8,54, +6,22%; PETR4, R$ 8,65, +5,75%)
Depois de subirem quase 5% nesta sessão, as ações da Petrobras amenizam o movimento mas ainda sustentam alta após forte derrocada nos últimos três pregões, quando caíram 19%. O desempenho acompanha a arrancada dos preços do petróleo nos minutos finais do pregão de sexta-feira, de cerca de 8%, no melhor pregão desde 2012. Hoje, os preços da commodity seguem em alta. O movimento acompanha um relatório semanal da Baker Hughes sobre o número de plataformas e poços em operação nos Estados Unidos. O informe diz que havia 1.223 plataformas de petróleo em operação nesta semana, menor número em 2 anos, com queda de 94, ou 7%, em relação à semana passada. Em comparação com a mesma semana de 2013, a queda no número de plataformas em operação foi de 199. 

Apesar do desempenho da commodity, analistas lembram que a situação da companhia segue se deteriorando, citando ainda receio com uma possível perda do grau de investimento.

“Kit apagão”
As ações do kit apagão operam com alta nesta segunda-feira, em meio à notícia de que mesmo com o nível dos reservatórios de Sudeste/Centro Oeste fechando janeiro com queda de 2,6% no volume, desde o dia 30, no entanto, os níveis não registram nenhuma baixa e operam estáveis, lembrando que os reservatórios das duas regiões correspondem a 70% da capacidade de armazenamento de água para geração de energia do País. Entre os destaques do pregão estão as ações do setor de energia Eletropaulo (ELPL4, R$ 7,92, +17,51%), Cemig (CMIG4, R$ 12,54, +5,29%), Copel (CPLE6, R$ 32,76, +5,00%), CPFL Energia (CPFE3, R$ 17,74, +5,34%) e Light (LIGT3, R$ 14,70, +3,81%), além da Braskem (BRKM5, R$ 12,91, +3,69%), grande consumidora de energia.

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Banco do Brasil (BBAS3, R$ 20,20, -2,23%)
As ações do BB figuram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira, na contramão dos demais bancos que negociam no índice. Segundo o analista Flávio Conde, só teria uma explicação para esse movimento: o Planalto poderia estar estudando usar o banco para “salvar” as empreiteiras, Petrobras e fornecedores envolvidos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. 

Outros bancos
O Deutsche Bank cortou o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) do setor financeiro, citando potencial de aumento das provisões de perdas com empréstimos na América Latina. O Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,19, +0,93%) teve o preço-alvo cortado de US$ 19 para US$ 15; o Bradesco (BBDC4, R$ 34,12, +1,16%), de US$ 17 para US$ 14; e o Santander (SANB11, R$ 12,46, +0,08%), de US$ 6 para US$ 4. O banco reduziu ainda a recomendação do Santander de manutenção para venda, enquanto reiterou “compra” do Itaú e “manutenção” do Bradesco. 

PDG Realty (PDGR3, R$ 0,47, -9,62%)
As ações da PDG seguem em queda livre na Bolsa. Essa é a sétima baixa em oito pregões do papel e no ano eles acumulam desvalorização de 46,51%. O movimento ocorre diante de perspectivas negativas que se concretizaram com os dados operacionais da incorporadora no quarto trimestre, que mostraram fraco desempenho operacional, comentou a Citi Corretora, que reiterou recomendação de venda para as ações. Além disso, pressionam os papéis rumores de que a companhia estaria tendo dificuldades nas negociações com credores em relação às suas dívidas, embora a própria empresa tenha dito que está em negociações avançadas com os credores para equacionamento das “eventuais necessidades de rolagem de dívida a partir de março”.

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Usiminas (USIM5, R$ 3,54, +5,67%)
As ações da Usiminas sobem em meio à expectativa de entrada de um mediador para fazer a empresa andar enquanto os dois grupos controladores – Ternium e Nippon Steel – brigam na Justiça, disse o analista Flávio Conde. Mas, na verdade, quem puxa os papéis preferenciais da siderúrgica são as ordinárias (USIM3, R$ 21,44, +26,04%), que disparam hoje e acumulam no ano valorização de 74,63%. E, por que os ONs ganham mais com essa história? Com uma possível venda de participação, a ação ordinária torna-se mais atrativa pois possui a ferramenta do “tag along”, que visa proteger os minoritários e, por isso, obriga o investidor interessado em comprar as ações do controlador a estender a mesma oferta aos demais acionistas, no caso os detentores dos papéis ordinários.

Além disto, também impulsionam os papéis ONs um possível fluxo de compra de grandes investidores que procuram participar do conselho da companhia, como explica a Guide Investimentos. De acordo com informações do Exame, o BTG Pactual está comprando USIM 3 e disputando com o investidor Lírio Parisotto a presidência do conselho da siderúrgica. Quem tiver maior participação poderá indicar um novo presidente para ocupar uma cadeira no conselho em assembleia marcada para abril, caso as duas partes do bloco de controle da Usiminas não cheguem a um acordo.

Gol (GOLL4, R$ 11,70, -4,26%) 
As ações da Gol caem pelo terceiro pregão seguido. Embora a queda do dólar frente ao real contribua para a companhia, que tem seus custos atrelados à moeda, a forte recuperação dos preços do petróleo trazem apreensão lá fora. Na última sexta-feira, a commodity disparou 8% e hoje sobem cerca de 2%.  

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Ser Educacional (SEER3, R$ 14,18, +5,04%)
A Ser Educacional informou nesta manhã que concluiu a aquisição de 100% da Universidade Guarulhos. Essa é a primeira alta da ação depois de três quedas seguidas.

Oi (OIBR4, R$ 5,42, +8,62%)
A companhia de telecomunicações vê suas ações dispararem nesta segunda-feira em meio à notícia de que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) deu aval à companhia sobre as dispensas regulamentares que pediu para validar seu acordo com a Portugal Telecom, após a perda de 897 milhões de euros para a portuguesa. As informações são do Valor Econômico.