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A Petrobras (PETR4) volta ao radar ao figurar entre as ações mais “esticadas” do Ibovespa sob a ótica do Índice de Força Relativa (IFR). A leitura mais recente coloca o indicador em 88,19 pontos, patamar clássico de sobrecompra, sugerindo que, após uma sequência robusta de altas, o papel pode se aproximar de um ajuste técnico. Em 2026, a ação já acumula valorização de 22,52%, enquanto, no recorte de 12 meses, o ganho soma 12,91%.
No extremo oposto, a Hapvida (HAPV3) aparece entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 35,24 pontos, faixa próxima à de sobrevenda. O cenário pode abrir espaço para uma assimetria ao investidor, embora seja essencial acompanhar a dinâmica do papel e eventuais catalisadores capazes de sustentar uma reação mais consistente. Em 2026, a ação registra queda de 11,74%, enquanto, no horizonte de 12 meses, o recuo alcança 62,15%.
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IFR: ações da bolsa
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, avalia a força dos movimentos de preço em uma escala de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam indicar sobrecompra, enquanto valores abaixo de 30 sugerem survenda.
Em termos práticos, isso indica que a Petrobras pode estar passando por um momento de forte otimismo, ao passo que Hapvida enfrenta maior pressão vendedora — condição que, por vezes, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
Também aparecem na lista das ações em região de sobrecompra: Petrobras (PETR3), Ultrapar (UGPA3), Prio (PRIO3) e Multiplan (MULT3).
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Do lado oposto, entre os papéis mais pressionados no momento, estão Auren Energia (AURE3), Suzano (SUZB3), Marfrig (MBRF3) e Vivara (VIVA3), negociando em áreas técnicas consideradas mais frágeis.

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Análise técnica Petrobras (PETR4)
A Petrobras (PETR4) mantém forte tendência de alta no curto prazo, sustentada por sucessivas renovações de máximas. No gráfico diário, o papel segue negociando acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, o que reforça a leitura construtiva e a predominância do fluxo comprador. Na última sessão, a ação avançou 0,16%, com fechamento aos R$ 37,76, após oscilar entre a mínima de R$ 37,02 e a máxima de R$ 37,98, permanecendo próxima do topo histórico em R$ 38,58.
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Apesar do cenário amplamente positivo, o movimento já mostra esticamento relevante, com afastamento expressivo das médias móveis, enquanto o IFR (14) em 88,19 aponta condição de sobrecompra. Esse conjunto de fatores aumenta a probabilidade de correções pontuais ou de um período de consolidação no curto prazo, ainda que, até o momento, não haja sinais técnicos consistentes de reversão da tendência principal.
Para que o fluxo comprador tenha continuidade, será decisiva a superação da máxima histórica em R$ 38,58, o que pode destravar novas projeções de alta. Em sentido oposto, um ajuste mais consistente tende a ganhar força caso o papel perca a região das médias móveis, com atenção especial aos suportes mais próximos.
Resistências: R$ 38,58 (máxima histórica); R$ 39,40; R$ 40,10; R$ 41,75; R$ 43,90; 45,50.
Suportes: R$ 36,50; 35,04; 33,38; 32,53; 31,20; 29,53.
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Análise técnica Hapvida (HAPV3)
A Hapvida (HAPV3) mantém tendência de baixa no curto prazo, com o gráfico diário mostrando o ativo negociando abaixo das médias móveis, o que reforça a dominância do fluxo vendedor. Na última sessão, a ação recuou 3,20%, encerrando aos R$ 13,00, permanecendo próxima da mínima histórica em R$ 12,77.
Apesar do viés ainda negativo, o papel negocia próximo das médias, enquanto o IFR (14) em 35,24, em faixa próxima à de sobrevenda, pode abrir espaço para repique técnico ou consolidação no curto prazo. Ainda assim, não há, até o momento, sinais técnicos claros de reversão de tendência.
Para que o ativo volte a atrair fluxo comprador, será necessária a superação da resistência em R$ 14,10 e, principalmente, da região de R$ 14,58. Por outro lado, a continuidade do movimento de baixa tende a ganhar força com a perda da mínima histórica nos R$ 12,77.
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Resistências: R$ 14,58; R$ 15,61; R$ 16,75; R$ 17,90; R$ 20,00; R$ 22,50.
Suportes: R$ 12,77; R$ 12,24; R$ 11,68; 10,80; 10,34.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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