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Petrobras (PETR4) em fase decisiva; alta continua ou perde força?

Rompimento do topo pode destravar novos alvos no gráfico.

Rodrigo Paz

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As ações da Petrobras (PETR4) seguem como um dos principais destaques de força no mercado brasileiro, mesmo após a recente correção que sucedeu a máxima histórica em R$ 50,69. Atualmente negociando na região de R$ 48,46, o ativo mantém uma estrutura técnica positiva, sustentada pela negociação acima das médias móveis, o que indica que o movimento recente ainda pode ser interpretado como um pullback dentro da tendência de alta.

Na minha leitura, o papel entra em uma fase decisiva, em que o comportamento do preço nas regiões de suporte e resistência será fundamental para definir se haverá retomada do fluxo comprador ou aprofundamento da correção. O cenário segue construtivo, mas exige atenção diante do estágio mais avançado do movimento.

Para entender até onde as ações da Petrobras (PETR4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Petrobras (PETR4)

No curto prazo, observo que a Petrobras (PETR4) mantém tendência de alta, mesmo após a correção recente após o topo histórico em R$ 50,69. O ativo negocia próximo de R$ 48,46, ainda acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que caracteriza um pullback saudável dentro da estrutura altista. O IFR (14) em 66,21, em zona neutra, reforça que ainda há espaço para retomada do fluxo comprador sem sinais claros de exaustão.

Para continuidade da alta, será essencial o rompimento da máxima histórica em R$ 50,69, o que pode abrir espaço para projeções em R$ 51,50, R$ 53,20 e níveis mais elevados em R$ 55,90 / R$ 57,30, com extensão até R$ 60,00. Esse cenário ganha força caso o ativo mantenha suporte nas médias e haja entrada consistente de volume comprador.

Por outro lado, a perda da região de suporte nas médias e na faixa de R$ 46,75 / R$ 44,30 pode intensificar o movimento corretivo, com possíveis alvos em R$ 42,00 e R$ 39,90. Abaixo desses níveis, o ativo pode buscar regiões mais baixas em R$ 35,63 e na média de 200 períodos em R$ 33,25. Assim, o papel permanece forte, mas em ponto técnico decisivo no curto prazo.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No médio prazo, a Petrobras (PETR4) segue em forte tendência de alta, com valorização expressiva em 2026 e recente renovação da máxima histórica em R$ 50,69. O ativo negocia próximo de R$ 48,42, ainda acima das médias de 9 e 21 períodos, embora com um afastamento relevante — fator que aumenta a probabilidade de correções ou consolidações ao longo do movimento. O IFR (14) em 81,24, em região de sobrecompra, reforça esse alerta, apesar de não haver sinais claros de reversão até o momento.

Para continuidade do movimento altista, será necessário romper novamente a máxima em R$ 50,69, o que pode destravar alvos em R$ 53,55, R$ 59,30 e níveis mais elevados em R$ 61,75 / R$ 64,25, com extensão até R$ 70,00. No entanto, diante do movimento já esticado, a evolução tende a ocorrer de forma mais gradual, com períodos de acomodação ao longo do caminho.

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Por outro lado, a perda da região de suporte em R$ 46,77 / R$ 44,20 pode dar início a um movimento corretivo mais consistente, com alvos em R$ 40,00 e regiões inferiores próximas de R$ 35,00. Ainda assim, enquanto permanecer acima dessas faixas, o cenário técnico segue positivo no médio prazo, com o ativo estruturalmente forte, mas exigindo atenção ao equilíbrio entre continuidade da alta e realização de lucros.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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