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Petrobras (PETR3;PETR4): dados de reservas provadas foram muito positivos para estatal, diz Credit Suisse

Após seis anos de reservas estagnadas ou em declínio, a Petrobras reverteu a tendência com a maior adição de reservas em um ano em sua história

Por  Equipe InfoMoney -

Na última sexta-feira (28), a Petrobras (PETR3;PETR4) divulgou diversos comunicados ao mercado sobre seus planos de desinvestimentos.

Em destaque, antes da abertura do mercado, foi confirmado o adiamento da oferta com a Novonor (antiga Odebretch) pelas ações PN da Braskem (BRKM5). Desde o anúncio do follow on até 27 de janeiro, as ações da BRKM5 caíram 18%, o que provavelmente motivou o adiamento, destaca a XP. Já no dia 28, as ações da BRKM5 subiram 7%.

Já depois do fechamento, a Petrobras também confirmou a venda do Pólo Potiguar para a 3R Petroleum ([ativo=RRRPR3]). O valor total da venda é de US$ 1,38 bilhão, sendo (a) US$ 110 milhões pagos na data da assinatura do contrato de compra e venda; (b) US$ 1,04 bilhão no fechamento da operação, e (c) US$ 235 milhões que serão pagos em 4 parcelas anuais de US$ 58,75 milhões, a partir de março de 2024.

Por fim, a Petrobras informou suas reservas provadas de óleo, condensado e gás natural para 2021. As reservas provadas aumentaram em cerca de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe), ou avanço de 12% na comparação anual, encerrando o ano em 9,88 bilhões de boe. A produção de 2021 foi de 0,9 bilhão de boe, e o R/P (razão entre reservas provadas e produção corrente) aumentou para 11 anos.

Para o Credit Suisse, o número de reservas provadas pela Petrobras “foi muito positivo”. Após seis anos de reservas estagnadas ou em declínio, a Petrobras reverteu a tendência com a maior adição de reservas em um ano em sua história (1,97 bilhão de boe, antes da retirada de produção de 0,9 bilhão de boe). As reservas provadas de acordo com os critérios da SEC totalizaram 9,88 bilhões de boe, acima dos 8,82 bilhões de boe do ano anterior.

O banco suíço diz que Petrobras agregou reservas impulsionada principalmente pela assinatura do acordo de co-participação do campo de Búzios,  investimentos para aumentar a recuperação em outros campos nas Bacias de Santos e Campos, e revisão para cima da curva de preços do petróleo. Os ganhos de reservas foram parcialmente compensados ​​pela produção e venda de ativos.

O banco mantém avaliação outperform (desempenho acima da média do mercado) para Petrobras, e preço-alvo de US$ 14,00 para os ADRs (na prática, os papéis negociados nos EUA), frente a cotação de sexta-feira (28) de US$ 13,38.

O Itaú BBA também manteve recomendação outperform, mas para os papéis preferenciais da Petrobras, com preço-alvo de R$ 34 frente a cotação de sexta de R$ 32,54, após a divulgação de dados de reservas provadas.

Mesmo com os analistas dessas casas reiterando a visão positiva para as ações, o mercado deve ficar cada vez mais de olho no noticiário político. Na sexta-feira, os ativos da Petrobras foram afetados em meio às declarações do ex-presidente Lula, que lidera a corrida eleitoral à presidência de 2022, sobre a estatal. Ele disse que, em vez de pagar dividendos, a Petrobras deveria investir em refinarias.

Já nesta sessão, os papéis PETR4 registravam alta de 1,11%, a R$ 32,90, às 10h30 (horário de Brasília).

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