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SÃO PAULO – Em resposta a questionamento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre notícia que fazia referência à desistência de investimentos firmados com a estatal indiana ONGC, a Petrobras (PETR3, PETR4) enviou há pouco esclarecimento oficial no qual alega que “após realização de estudos técnicos”, desistiu das atividades em dois blocos integrantes de contrato de parceria em atividades de exploração e produção, firmado em junho de 2007.
Tal acordo considerava a operação de seis blocos exploratórios em águas profundas – três no Brasil e três na costa leste da Índia. Os dois blocos que a Petrobras deixará de explorar são indianos. O bloco remanescente na Índia segue dentro dos planos da empresa brasileira, “já que ainda existem análises a serem realizadas e um poço a ser perfurado”.
A Petrobras disse ainda “que faz parte do curso normal de suas atividades de Exploração e Produção avaliar áreas concedidas, no Brasil e no exterior, e de acordo com os resultados da fase exploratória, optar pelo desenvolvimento do projeto ou não, dado os elevados investimentos e riscos característicos do segmento”.
Protocolo
A estatal brasileira atesta que o interesse em desistir das atividades nos blocos MNDWN-98/3 (operado pela ONGC) e KG-DWN-98/2 (operado pela ONGC, em parceria com Statoil e Cairn) foi manifestado, respectivamente, em dezembro de 2008 e 2009. A devolução da participação da Petrobras desses blocos ainda se encontra em andamento.
O interesse foi manifestado, mas ainda é necessária aprovação formal do governo indiano para que a devolução seja concretizada.