Destaques da Bolsa

Petrobras e Vale viram para alta, bancos caem mais de 1% e Tereos despenca

Confira as principais variações da Bovespa na sessão desta quarta-feira (3)

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Petrobras (PETR3, R$ 14,07, +1,59%PETR4, R$ 12,98, +1,09%)
As ações da Petrobras têm um dia volátil; após abrirem em alta e zerarem os ganhos, os papéis voltaram a subir, com o mercado na expectativa pela divulgação do plano de negócios da companhia ainda este mês. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, a Petrobras apresentará plano de negócios 2015-2019 ao Conselho de Administração no próximo dia 23 de junho. Se o plano for aprovado, poderá ser divulgado ao mercado no mesmo dia ou posteriormente. 

O mercado espera que haja uma redução do plano de investimentos de US$ 206,8 bilhões em cinco anos para algo em torno de US$ 136 bilhões no novo plano de negócios. A estatal já anunciou investimentos de US$ 29 bilhões em 2015. 

E a companhia anunciou ontem à noite ter convocado uma assembleia geral extraordinária para o dia 1° de julho para reformar o estatuto social, além de aprovar a eleição de novo membros suplentes do conselho de administração e acréscimo da remuneração global dos administradores da empresa.  

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Oi (OIBR4, R$ 7,01, +1,59%)
Após abrir em alta de mais de 3%, as ações da Oi diminuem os ganhos. O noticiário para a Oi segue movimentado e repercute positivamente para os papéis da companhia. Ontem, a operadora de telefonia teve o seu caixa reforçado ontem em cerca de R$ 17 bilhões, recursos pagos pela francesa Altice pelas operações da operadora PT Portugal em Portugal e na Hungria.  

Já segundo informações da Bloomberg, a Oi contratou bancos para roadshow de renda fixa na Europa. A companhia concedeu mandato a BB Securities, BofAML, HSBC, Santander, Bradesco BBI, Citigroup, DB, BNP, BTG Pactual e Itaú BBA para coordenarem séries de reuniões com investidores de renda fixa na Europa a partir de 4 de junho, segundo informação de pessoa familiarizada com o assunto, que pediu para não ser identificada por não ser autorizada a falar publicamente.

Tereos  (TERI3, R$ 0,87, -13,86%)
As ações da Tereos Internacional têm forte queda após a divulgação do resultado. A empresa com operação em cana-de-açúcar e amidos no Brasil, na África e na Europa, além de atuação com processamento de milho na Ásia, informou que teve no trimestre encerrado em 31 de março deste ano (equivalente ao 4° trimestre da safra 2014/2015) um prejuízo líquido de R$ 106 milhões, contra perda de R$ 8,1 milhões um ano antes. A receita líquida ficou em R$ 2,1 bilhões, queda de 4,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

Segundo o BTG Pactual, apesar dos desafios persistentes do setor, particularmente relacionadas com preços, tanto na sua divisões de açúcar e etanol e amido, esperava-se que a Tereos poderia realizar um processo de desalavancagem após completar o seu ciclo de investimentos.

“Os investimentos principais estão concluídos, mas o desempenho operacional tem sido persistentemente decepcionante, o que combinado com baixa liquidez das ações não gerou o retorno para os acionistas que tínhamos esperado. Nós agora vemos a necessidade de obter maior clareza sobre as questões operacionais (e sua reincidência) que levaram a um resultado particularmente fraco para a Guarani”, afirmam os analistas, destacando que colocaram tanto o preço-alvo quanto as estimativas em revisão.

Bancos
Após subirem forte na última sessão, os bancos registram queda nesta quarta-feira (3). O Bradesco (BBDC3, R$ 26,73, -1,37%; BBDC4, R$ 28,39, -1,64%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,36, -1,38%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,32, -0,55%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 15,90, -1,73%) registraram queda. 

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No noticiário do setor, segue a expectativa sobre quem vai levar as operações brasileiras do HSBC e, no caso específico do Itaú, o acordo com o Corpbanca para mudar os termos da fusão anteriormente anunciada. Houve, entre outras mudanças, a prorrogação da data máxima para que o negócio seja concluído, para 2 de maio de 2016. A maioria das mudanças foi proposta pelo Itaú em maio para agilizar a operação e com a condição de que fosse votada pela assembleia de acionistas do banco chileno até 30 de junho.  

Vale (VALE3; R$ 21,44, +0,42%; VALE5, R$ 18,15, +0,72%) e siderúrgicas 
A
s ações da Vale e de siderúrgicas abriram em alta em meio à alta do preço do minério em 0,39%, a US$ 63,33 a tonelada no porto de Qingdao, mas logo viraram para queda, de cerca de 0,8%. Contudo, novamente, os papéis da mineradora viraram e passam a registrar ganhos, não acompanhados pelas empresas de siderurgia. 

Ontem, os papéis do setor dispararam ontem com a alta de mais de 1% do preço do minério de ferro da véspera e acompanhando o cenário interno mais positivo na sessão da véspera. Já hoje, Gerdau (GGBR4, R$ 8,94, -1,22%), Usiminas (USIM5, R$ 5,11, -0,97%) e CSN (CSNA3, R$ 6,59, -1,64%) registram baixa de mais de 1%. 

Contudo, o cenário é de cautela. Em relatório, o BTG destaca que o minério vem performando bem nos últimos dias; porém, o tema do momento é a queda de estoques de minério nos portos chineses. “Apesar de ser um indicador positivo p/ minério, achamos que este efeito é transitório e achamos o movimento de baixa qualidade. (…) mantemos a nossa visão cautelosa em VALE/CSN e achamos que o movimento de alta de ontem não é sustentável”, afirmam os analistas.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 7,92, -2,70%)
Após a disparada de 8,39% na véspera, as ações da Ecorodovias são destaque de queda, com baixa superior a 3%. Ontem, analistas destacaram alguns motivos para a alta dos papéis da companhia. 

Segundo o analista Angelo Larozi, da Walpires Corretora, as ações do setor teriam reagido às expectativas sobre o início do processo de licitação de rodovias federais que o governo deve colocar em pauta em breve. No caso de Ecorodovias, os ganhos foram mais expressivos já que os papéis caíram mais forte nos últimos dias, comentou o analista-chefe da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira. Já o analista independente Flávio Conde, do blog What’s Call, comentou ainda que há expectativa de que a Ecorodovias eleve seus dividendos.

Exportadoras
O dólar registra a terceira sessão seguida de queda e afeta novamente as ações das empresas exportadoras. Suzano (
SUZB5, R$ 16,03, -0,87%), Fibria (FIBR3, R$ 42,78, -1,16%), que possuem receitas atreladas ao dólar, registram baixa, assim como a Embraer (EMBR3, R$ 23,92, -0,83%). O dólar tem baixa de 0,34%, a R$ 3,123 na compra e R$ 3,124 na venda. 

JBS (JBSS3, R$ 15,87, -1,73%) e BRF (BRFS3, R$ 64,73, -1,63%) caem mais de 1%. No noticiário do setor, as exportações brasileiras de carne de frango registraram queda de 7,1% em maio na comparação com o mesmo período de 2014, segundo levantamento da Abear (Associação Brasileira de Proteína Animal). Porém, apesar da queda, o câmbio favoreceu o setor, que manteve saldo positivo na receita em reais, com R$ 1,768 bilhão.