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Destaques da Bolsa

Petrobras e Vale sobem até 16% e 12 ações sobem mais de 9%; veja mais destaques

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

SÃO PAULO – O Ibovespa disparou 5,24% nesta quinta-feira (3), registrando sua quarta alta seguida, e ultrapassando – pela primeira vez desde novembro do ano passado – o patamar dos 47.000 pontos.

Impulsionado novamente pelo noticiário político, em suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT), o índice teve seu melhor pregão desde 2009, com as ações da Petrobras, Vale, bancos e siderúrgicas disparando entre 10% e 35% nesta sessão. Em meio à arrancada, as ações da Usiminas, que operavam próximas da mínima histórica na Bolsa, tiveram o melhor pregão em 21 anos. 

Veja também: “Zerem tudo”, diz analista que deu compra em opções de Petrobras que sobem 1.800% há 4 dias

Do lado oposto, os papéis da Embraer lideraram as perdas, puxado por resultado fraco, guidance pior do que o esperado para 2016 e queda do dólar frente ao real. As demais exportadoras Fibria, Suzano e Klabin, que vêm sendo penalizadas pelo câmbio e queda dos preços da celulose, seguiram nas maiores perdas do Ibovespa, em dia que somente 10 das 61 ações do índice encerraram em queda. 

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 9,11, +12,47%; PETR4, R$ 6,57, +16,28%)
As ações da Petrobras dispararam com vazamento de delação premiada do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, citando Dilma. Os papéis PNs da estatal atingiram na máxima do dia alta de 20,35%, a R$ 6,80, no maior patamar registrado no intraday desde 5 de janeiro. Em 4 pregões, a alta foi de 34%. 

No radar da estatal, a Petrobras tem progredido em seu plano de venda de patrimônio para sua restauração de sua situação financeira. Conforme informa o jornal Folha de S. Paulo, estariam em estágio avançado as negociações para venda de dois campos de petróleo e dos 81% da estatal na subsidiária que controla a malha de gasodutos Sul e Sudeste, além da fatia de 49% na Braskem.  A companhia também negocia com a Pampa Energia a venda de operações na Argentina, mas tem dificuldades para se livrar da cobrança de eventuais passivos descobertos após a venda sobre o preço inicial.

Embraer (EMBR3, R$ 25,03, -13,99%) e outras exportadoras
As ações da Embraer desabaram nesta sessão, indo para o menor patamar desde outubro de 2015, após guidance para 2016 “assustar” o mercado, balanço vir abaixo do estimado e queda do dólar frente ao real, que ajudou a puxar outras exportadoras da Bolsa – como as empresas de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 35,69, -10,66%), Suzano (SUZB5, R$ 13,93, -9,78%) e Klabin (KLBN11, R$ 20,50, -3,94%). 

A principal questão após balanço da Embraer ficou com o guidance para 2016 – que, para o mercado, veio bem conservador em margens. Vale lembrar que outras empresas já sofreram esse ano após divulgação de guidance, tendo como exemplos Itaú Unibanco e BRF, que afundaram após divulgação de seus balanços. (Para ver mais sobre Itaú, clique aqui; já sobre BRF, acesse por aqui).

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Em relatório, o BTG Pactual ressalta que o ponto negativo ficou com o guidance para 2016, bem conservador em margens – entre 8% e 8,6% -, abaixo do que o mercado esperava. O BTG projetava margem de 10% neste ano. Já o Bradesco BBI fala de um guidance “pior do que suas projeções mais pessimistas”. O banco reiterou recomendação “underperform” (desempenho abaixo da média) para os ADRs (American Depositary Receitps) da Embraer, com preço-alvo sendo cortado de US$ 28,00 para US$ 25,00. “Com um nada atrativo valuation de 20,2 vezes o P/L (Preço Por Ação/Lucro) de 2016, nós continuamos vendo alguns riscos potenciais para o case”, comentou a equipe de análise do Bradesco BBI, chefiada por Victor Mizusaki, em relatório desta quinta-feira.  

No 4° trimestre, a Embraer teve lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 425,8 milhões , avanço de 76% em relação ao mesmo período do ano anterior, e Ebitda em R$ 628,9 milhões, queda de 14% na mesma base de comparação. Já a receita avançou em 52,2% de outubro a dezembro, para R$ 8 bilhões. 

Elétricas
As ações da AES Tietê (TIET11, R$ 14,23, -1,39%) caíram, enquanto a Tractebel (TBLE3, R$ 36,19, +1,91%) conseguiu virar para alta nesta sessão, apesar das expectativas cada vez mais baixas para os preços de energia. Em relatório, o BTG cortou hoje a recomendação desses papéis para “venda”, atribuindo preço-alvo de R$ 12,00 e R$ 27,00 para cada ação, respectivamente. A mudança veio em meio à perspectiva de que o preço de energia no longo prazo está apontando para baixo, o que o fez revisar a curva de preço tanto em 2016 e 2017 quanto no longo prazo. A nova curva aponta para um preço de energia em R$ 80 megawatts/hora até 2017 e em R$ 100 MWh para 2018 e 2020. Os analistas destacam que, desde que começaram a cobrir o setor, quando se pensa em preço em longo prazo, fala-se no preço mais inflação do período, mas que, na prática, isso não acontece. 

Os analistas mantiveram recomendação de compra para Copel (CPLE6, R$ 25,31, +6,93%), justificando que a ação está muito descontada. Apesar disso, eles cortaram o preço-alvo para R$ 28,00.  

Vale e siderúrgicas
Com alta de 42% na semana (no caso das ordinárias), as ações da Vale (VALE3, R$ 15,49, +8,93%; VALE5, R$ 10,98, +9,91%) até tentaram se manter afastadas do movimento de euforia que tomou conta do mercado hoje, mas não durou muito. Os papéis, que chegaram a operar em queda de 2% nesta sessão, aceleraram os ganhos, atingindo na máxima do dia alta de 13,15%. O movimento foi seguido pelos papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 5,06, +9,05%), holding que detém participação na mineradora.

As siderúrgicas também acompanharam o desempenho, com Gerdau (GGBR4, R$ 4,04, +7,73%), Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 1,44, +15,20%), CSN (CSNA3, R$ 6,50, +15,04%) e Usiminas (USIM5, R$ 1,27, +35,11%). Com essa arrancada, as ações da Usiminas tem sua maior alta desde agosto de 1994. Segundo reportagem do Valor desta semana, o conselho da siderúrgica vai se reunir dia 11 de março, quando deve apresentar proposta de aporte para companhia, que registrou prejuízo bilionário. 

Em relatório do BTG Pactual divulgado no início dessa semana, analistas apontavam que a siderúrgica era uma das mais beneficiadas em um cenário de impeachment de Dilma Rousseff – chance que cientistas políticos acreditam estar aumentando a cada dia. (Para ler a análise completa do BTG, clique aqui). 

Estatais do setor elétrico
O aumento do risco político acertou em cheio papéis de estatais, com destaque também para aquelas do setor elétrico, como Cemig (CMIG4, R$ 7,01, +14,73%) e Eletrobras (ELET3, R$ 6,54, +11,04%; ELET6, R$ 10,58, +5,80%), que disparam nesta sessão, figurando como uma das maiores alta da Bovespa. Com a arrancada, os papéis ordinários da Eletrobras e as ações preferenciais da Cemig alcançaram o maior patamar desde novembro de 2015. 

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Bancos
Notícias sobre investigações da Lava Jato anularam o impacto de dados ruins reportados no Brasil nesta manhã e descolam o Ibovespa do exterior, que dispara em meio ao maior apetite ao risco dos investidores. Em meio à euforia generalizada no mercado interno, as ações dos bancos subiram forte, com Banco do Brasil (BBAS3, R$ 16,61, +13,04%), Santander (SANB11, R$ 17,65, +8,42%), Bradesco (BBDC4, R$ 24,40, +8,93%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 28,89, +9,89%). Nos últimos 4 pregões, esses bancos subiram todos os dias, com Santander e BB liderando os ganhos no período de cerca de 22%. Com a arrancada, Santander renovou hoje seu maior patamar já registrado na história. 

Tanto otimismo afastava o setor de má notícia nesta manhã, em específico para o BB. Nesta quinta-feira, o Credit Suisse revisou de forma “bastante significativa” os números do BB. Depois de ter revisado Itaú e Bradesco e após balanços do 4° trimestre, os analistas optaram por reduzir o preço-alvo das ações BBAS3 de R$ 19,00 para R$ 12,50, reiterando recomendação “underperform” (desempenho abaixo da média). 

Eles ressaltaram que o cenário político pode trazer bastante volatilidade para o papel (como visto hoje), mas apesar de tentarem achar um ângulo mais otimista, os analistas acabaram reduzindo as estimativas de lucro do banco em 31% (R$ 6,95 bilhões) e 29% (R$ 8,37 bilhões) para 2016 e 2017, respectivamente.  

Gol (GOLL4, R$ 3,57, +30,77%)
Seguindo a disparada da Bolsa, as ações da Gol apareceram entre uma das maiores altas do dia, indo para seu segundo pregão de fortes ganhos. Os papéis têm também como pano de fundo a medida provisória, divulgada ontem, sobre o
aumento de participação de investidores estrangeiros (de 20% para 49%) nas companhias aéreas.

Veja mais: O que diz, agora, o analista que ‘antecipou’ a disparada de 140% da Gol? 

BM&FBovespa e Cetip
A BM&FBovespa (BVMF3, R$ 13,44, +7,09%) disse que foi informada pela Cetip (CTIP3, R$ 38,50, -0,77%) de que a central depositária de títulos decidiu rejeitar a oferta de união com a operadora da bolsa paulista dentro dos termos apresentados e afirmou que analisará a comunicação da empresa. A Cetip disse na noite de quarta-feira que seu Conselho de Administração não aceitou a oferta de união com a BM&FBovespa dentro dos termos apresentados e autorizou assessores financeiros e consultores legais a iniciar discussões sobre a operação proposta pela bolsa.

Em fevereiro, a BM&FBovespa havia elevado a proposta de união para 41 reais por ação, ante oferta anterior de 39 reais por papel. Na segunda-feira, a BM&FBovespa divulgou carta aberta aos acionistas em que defende a proposta de união com a Cetip, na qual elenca como vantagens de um eventual acordo a maior diversificação de receitas da companhia combinada, a oportunidade de desenvolvimento de novos negócios, assim como a geração de importantes sinergias de despesas e investimentos.

Segundo o Santander, “esperamos que um acordo seja eventualmente alcançado e vemos potencial de ganhos para Cetip e BM&FBovespa”.

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