Destaques da Bolsa

Petrobras e outras 9 ações caem mais de 4% e Fibria sobe 2%; veja destaques

Entre os destaques ainda estiveram as ações da Vale, que fecharam com fortes quedas em meio a perspectivas negativas com preço do minério de ferro e fechamento de siderúrgicas chinesas

SÃO PAULO – A Bolsa acompanhou o mau humor do mercado externo nesta quinta-feira (26) e teve forte queda, com investidores de olho nos conflitos do Oriente Médio. O índice fechou com perdas de 2,47%, a 50.579 pontos. Apesar da alta do petróleo hoje, as ações da Petrobras fecharam com forte queda em meio à espera do fim da reunião do conselho da estatal, quando podem ser anunciadas mudanças no conselho e avanços sobre a divulgação do balanço de 2014.

Além da estatal, outros 9 papéis do Ibovespa (composto por 68 ações) fecharam com queda superior à 4%. Liderando as perdas estiveram os ativos ordinários da Eletrobras (ELET3, R$ 5,65, -6,46%), seguida pela Braskem (BRKM5, R$ 11,64, -6,43%) e (KROT3, R$ 10,13, -6,20%). No entanto, as fortes perdas não se restringem apenas à carteira teórica da Bolsa: para ver as maiores perdas e ganhos da Bovespa nesta quinta, utilize a ferramente do InfoMoney “Altas e Baixas” clicando aqui.

Confira abaixo os principais destaques do dia:

Petrobras (PETR3, R$ 9,23, -5,04%PETR4, R$ 9,35, -4,98%)
As ações da Petrobras fecharam em queda em dia de reunião do conselho de administração, que estava programada para ocorrer às 10h (horário de Brasília). O mercado aguarda um avanço sobre a divulgação do balanço auditado da companhia. Além disso, outro destaque da reunião deve ser a mudança dos nomes que compõem o conselho e segundo o Blog Radar on-line, da Veja, Guido Mantega, atual presidente do conselho, irá renunciar.

Apesar disso, o jornalista Lauro Jardim diz que Murilo Ferreira, CEO da Vale, ainda não será anunciado como o sucessor de Mantega, algo que vem sendo especulado há tempos no mercado. Tanto o nome de Ferreira quanto o de outros novos conselheiros serão apresentados na Assembleia Geral Ordinária do conselho, marcada para daqui a um mês, diz Jardim. 

Ontem, a agência de notícias Reuters afirmou que a Diretoria Executiva da estatal irá apresentar ao Conselho o andamento dos trabalhos e os métodos utilizados para o fechamento dos resultados financeiros auditados, segundo uma fonte próxima do assunto. A pauta da reunião não prevê a aprovação de números e sim uma apresentação sobre as metodologias que serão utilizadas para a elaboração dos documentos finais, acrescentou a fonte, que preferiu não ser identificada. Dessa forma, a fonte avalia que é “pouco provável” que os balanços auditados do terceiro e quarto trimestres sejam aprovados no encontro.

Vale (VALE3, R$ 18,92, -4,25%; VALE5, R$ 16,42, -3,47%)
As ações da Vale fecharam com fortes quedas nesta quinta-feira. Após o preço do minério de ferro sofrer cortes ontem, a companhia segue com perspectivas negativas em meio à notícia de que siderúrgicas chinesas indicarem que continuarão fechando fábricas por lá e que os preços globais do minério de ferro podem cair até US$ 45 por tonelada, conforme a indústria se ajusta aos enormes excessos de oferta e à demanda industrial se enfraquecendo. 

Educacionais
As ações do setor de educação fecharam no vermelho hoje: Kroton (KROT3, R$ 10,13, -6,20%), Anima (ANIM3, R$ 15,50, -4,32%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 11,37, -1,13%). Ontem, o ministro interino de Educação, Luís Cláudio Costa, disse que não é possível garantir que o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) abrirá novas vagas no segundo semestre. Ele voltou a afirmar durante audiência pública na Câmara dos Deputados que os contratos já existentes serão mantidos e novos firmados de acordo com a qualidade dos cursos. 

No radar da Ser Educacional ainda, a empresa, líder em educação nas regiões norte e nordeste, anunciou nesta quinta-feira que assinou, por meio da sua subsidiária Unespa (União de Ensino Superior do Pará), contrato para a compra da mantença do Centro Universitário Bennet, no Rio de Janeiro. O contrato prevê o pagamento total de R$ 10 milhões à Metodista Bennet em duas parcelas. O fechamento da operação e a cessão da mantença estão sujeitos ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação pelo Ministério da Educação. 

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Fibria (FIBR3, R$ 42,78, +1,86%)
As ações da Fibria fecharam entre os poucos ganhos do Ibovespa nesta quinta, mesmo com o dólar fechando com queda nesta tarde, cotado a R$ 3,191. A companhia viu seus papéis subirem mais de 2% nesta quinta e chegarem a seu maior patamar desde julho de 2008. 

Gol (GOLL4, R$ 8,26, -4,73%)
As ações da Gol fecharam em queda em meio à alta dos preços do petróleo diante de tensões internacionais. A Arábia Saudita e aliados bombardearam alvos no Iêmen. “O país só produz 0,2% do combustível no mundo, mas está localizado perto da passagem de navios com muito petróleo”, disse o analista independente Flávio Conde. O receio é que as tensões afetem a passagem desses navios. Neste momento, o petróleo WTI, do Texas, sobe 2,99%, a US$ 50,67, enquanto o Brent, de Londres, registra alta de 2,48%, a US$ 57,88.  

Natura (NATU3, R$ 25,63, -0,93%)
A Natura promoveu demissões de quase 70 funcionários no Estado de São Paulo na terça-feira, em uma ação envolvendo cargos de chefia entre outras posições administrativas, com objetivo de ampliar o modelo organizacional. As demissões representam menos de 1% dos cerca de 70 mil funcionários da empresa no País. 

BR Insurance (BRIN3, R$ 2,49, +0,40%)
A BR Insurance deve confirmar nos próximos dias que será comprada pela GP Investments (GPIN33), gestora de private equity (que compra participação em empresas). A companhia, imersa em uma reestruturação desde 2014, chegou a conversar com outros investidores como a Gávea e as corretoras Marsh e Qualicorp (QUAL3), além de seus ex-sócios, mas deu exclusividade à GP desde março, conforme divulgado ao mercado na época.

Segundo três fontes do mercado disseram ao InfoMoney, a aquisição será anunciada em breve. A expectativa é que o comunicado venha logo após a empresa sair do período de silêncio, em 30 de março, quando será divulgado seu balanço do quarto trimestre. Procurada, a assessoria da BR Insurance disse que a empresa não comentará nada mais do que está no fato relevante, em função que a negociação ainda está em curso.

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,13, +2,58%) 
O Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) negou, em julgamento realizado ontem, o recurso da BM&FBovespa sobre a decisão tomada pelo órgão no fim de 2013, e manteve, assim, uma autuação que, se somando o principal, multa e juros, pode superar R$ 840 milhões, segundo fontes. Em comunicado enviado ao mercado, a Bolsa afirmou que aguardará a publicação da decisão para “analisar, em conjunto com seus assessores legais, a estratégia recursal mais apropriada a ser adotada, reiterando, por fim, que continuará amortizando o ágio para fins fiscais”. 

Saraiva (SLED4, R$ 5,83, -2,83%)
As ações da Saraiva perderam força e tiveram a primeira queda após quatro pregões de alta em meio ao anúncio do que a companhia passará por um processo de reestruturação que será conduzido pela consultoria de Enéas Pestana. 

Sabesp (SBSP3, R$ 17,80, -3,68%)
Depois de disparar 20% do dia 9 a 23 de março, os papéis da Sabesp fechara em queda pelo terceiro pregão consecutivo nesta quinta-feira. Os papéis ganharam força no começo do mês em meio ao aumento do volume de chuvas em março, amenizando os riscos de que São Paulo tenha que decretar rodízio do uso de água. 

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Marfrig (MRFG3, R$ 4,04, -2,42%)
A Marfrig teve sua recomendação elevada de underweight (desempenho abaixo da média) para neutra pelo JPMorgan.

BB Seguridade (BBSE3, R$ 31,56, -3,78%)
A BB Seguridade comunicou que fará recompra de 19,5 mil ações ordinárias, entre hoje e 31 de março, com objetivo de pagar a remuneração variável dos diretores estatutários, relativamente ao exercício de 2014. A oferta equivale a 2,8% das ações em circulação da companhia. 

Usiminas (USIM5, R$ 5,19, +0,39%)
A Ternium, controladora da Usiminas ao lado da Nippon Steel, alterou a custódia de cerca de 25% de sua posição acionária na siderúrgica mineira, em um movimento que chamou a atenção do mercado, conforme apurou o Broadcast. Essa fatia corresponde àquela comprada pela companhia argentina em outubro do ano passado da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que são ações fora do bloco de controle. Segundo fontes de mercado, a Ternium alugaria essas ações, que representam quase 10% das ações ordinárias da Usiminas, para que as mesmas possam ser utilizadas na votação da AGE (assembleia geral extraordinária), convocada para o próximo dia 06, quando é esperado que seja aprovado um novo presidente do conselho de administração da companhia.